Mulher é morta a tiros pela PM após ser confundida com criminoso no Ceará

Fabrizio Glória

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

    Gisele Távora de Araújo foi morta a tiros pela PM após seu carro ser confundido com o de criminosos

    Gisele Távora de Araújo foi morta a tiros pela PM após seu carro ser confundido com o de criminosos

Uma mulher de 42 anos levou dois tiros na noite desta segunda-feira (11) após seu carro ser confundido pela Polícia Militar com o de bandidos, em Fortaleza, Ceará. Gisele Távora de Araújo foi levada ao hospital pelos policiais, mas não resistiu e morreu na manhã desta terça-feira (12).

Giselle teve seu veículo atingido por dois disparos durante perseguição na avenida Oliveira Paiva, no bairro Cidade dos Funcionários. Ao UOL, a Secretaria de Segurança do Ceará informou que a vítima teria sido atingida após "não atender não atender à ordem de parada do automóvel". Os policiais afirmam que "sinais sonoros intermitentes" foram efetuados próximo ao veículo, mas quem mesmo assim a condutora não parou. Ainda segundo a secretaria, "a condutora empreendeu fuga em alta velocidade, ultrapassando alguns carros pela contramão e alguns sinais vermelhos".

Após ser ferida, a vítima parou o carro no acostamento. Sua filha, Daniela Távora, de 17 anos, desceu e se identificou, enquanto a mãe foi levada para o Instituto Dr. José Frota (IJF), mas não resistiu aos ferimentos. Os policiais envolvidos no caso seguiram para o 34° Distrito Policial, onde prestaram depoimento.

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Segundo a polícia, a motorista não atendeu ao chamado de parada por "medo de que fosse um assalto". O caso foi levado para Controladoria Geral de Disciplina (CGD), que investiga a conduta dos militares envolvidos. A arma utilizada pelo PM e o carregador das munições foram apreendidos para investigação da perícia.

Rafael Soarez, o policial que atirou, disse em depoimento que "o disparo foi feito em direção ao pneu do veículo" e alegou que a equipe de moto patrulha da PM foi acionada sobre o roubo de um HB20 branco, veículo com as mesmas características do carro da vítima.

Em nota, a CGD informou que o soldado se apresentou espontaneamente quando foi interrogado, "livrando o flagrante nos termos na legislação penal".

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