Violência no Rio

Braço direito de interventor, general Sinott deixa cargo de comando na segurança do Rio

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, no Rio

  • Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

    General Mauro Sinott Lopes, que deixa o cargo de chefe do Gabinete de Intervenção Federal

    General Mauro Sinott Lopes, que deixa o cargo de chefe do Gabinete de Intervenção Federal

O general Mauro Sinott Lopes deixou o cargo de chefe do Gabinete de Intervenção Federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada ao UOL pelo porta-voz do CML (Comando Militar do Leste), coronel Carlos Cinelli, nesta quinta-feira (14). O oficial será transferido para o Rio Grande do Sul, onde comandará a 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria.

Sinott era o braço direito do interventor federal, o general Walter Braga Netto, e um dos principais nomes das Forças Armadas na tarefa de reorganizar a segurança pública fluminense. Ele estava na equipe desde o começo da intervenção, decretada em fevereiro deste ano.

Segundo Cinelli, a saída dele "estava prevista desde março". Quem assume a função é o atual chefe do Estado-Maior do CML, o general Paulo Roberto de Oliveira.

De acordo com o jornal "O Dia", Sinott deixou o cargo por conta de divergências com o secretário de Segurança, general Richard Nunes. Braga Netto negou que esse tenha sido o motivo da saída.

Coube a Sinott, por exemplo, liderar as inspeções nos batalhões da Polícia Militar nos primeiros meses de intervenção. Ele esteve, entre outras unidades, no Batalhão de Choque da PM, onde foi recebido de acordo com o protocolo militar.

Durante a Olimpíada de 2016, Sinott comandou o Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo e tem passagens pelas áreas de Cavalaria, Blindados e Inteligência do Exército. Também trabalhou nas Embaixadas Brasileiras em Portugal e na Colômbia.

O que diz o Gabinete de Intervenção

Em nota, o GIF (Gabinete de Intervenção Federal) explicou que Sinott deveria ter sido transferido para Santa Maria desde 20 de março deste ano, após ser substituído no comando da 1ª Divisão do Exército (RJ).

"Entretanto, em função da experiência e engajamento nas atividades iniciais da intervenção federal, permaneceu no GIF até junho, com o encardo de completar o planejamento estratégico e conduzir as ações emergenciais e estruturantes em andamento", informou o órgão.

General Sinott passa tropa em revista durante visita ao BPChoque

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