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Interventor do Rio nega que saída de número 2 ocorreu por desavença

O interventor Walter Braga Netto (foto) disse que a saída já estava planejada - Danilo Verpa/Folhapress
O interventor Walter Braga Netto (foto) disse que a saída já estava planejada Imagem: Danilo Verpa/Folhapress

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

14/06/2018 13h51

O general Walter Braga Netto, interventor federal na segurança do Rio, negou nesta quinta-feira (14) que a saída de "seu braço direito" tenha ocorrido por algum tipo de "desavença".

Hoje foi divulgado que o general Mauro Sinott Lopes deixou o cargo de chefe do Gabinete de Intervenção Federal na segurança pública do Rio.

Sinott era o braço direito de Braga Netto e número dois na hierarquia da intervenção. Ele era um dos principais nomes das Forças Armadas na tarefa de reorganizar a segurança pública fluminense.

De acordo com o jornal “O Dia”, Sinott deixou o cargo por conta de divergências com o secretário de Segurança, general Richard Nunes.

Sinott era o braço direito de Braga Netto e número dois na hierarquia da intervenção - Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo
Sinott era o braço direito de Braga Netto e número dois na hierarquia da intervenção
Imagem: Jose Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Braga Netto deu uma breve entrevista coletiva depois de se reunir com o presidente Michel Temer (MDB) no Palácio do Planalto, em Brasília.

O interventor informou que viajou a Brasília para, primordialmente, fazer a entrega formal do Plano de Gestão Estratégica da Intervenção a Temer. O documento foi apresentado nesta quarta-feira (13), em evento com jornalistas no Rio.

"Vim trazer essas informações e também esclarecer ao presidente algumas interpretações, ideias que foram equivocadas, como a saída do meu segundo homem lá na intervenção. Não foi por nenhuma desavença. Ele saiu porque já estava prevista. Eu o segurei por mais tempo", declarou Braga Netto.

Braga Netto afirmou que a saída já estava prevista para março, mês seguinte ao início da intervenção, mas Sinott continuou no posto a pedido do interventor.

A mesma versão havia sido informada mais cedo ao UOL pelo porta-voz do CML (Comando Militar do Leste), coronel Carlos Cinelli.

Segundo o Gabinete de Intervenção, o general permaneceu até junho “em função da experiência e engajamento nas atividades iniciais da intervenção federal”, e com o intuito de “completar o planejamento estratégico e conduzir as ações emergenciais e estruturantes em andamento”.

Substituição

Considerado braço direito de Braga Netto, Sinott será transferido para o Rio Grande do Sul, onde comandará a 3ª Divisão do Exército, em Santa Maria. Quem assume sua função é o atual chefe do Estado-Maior do CML, o general Paulo Roberto de Oliveira.

Sinott estava na equipe desde o começo da intervenção. Coube ao general, por exemplo, liderar as inspeções nos batalhões da Polícia Militar nos primeiros meses de intervenção. Ele esteve, entre outras unidades, no Batalhão de Choque da PM, onde foi recebido de acordo com o protocolo militar.

Durante a Olimpíada de 2016, Sinott comandou o Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo e tem passagens pelas áreas de Cavalaria, Blindados e Inteligência do Exército. Também trabalhou nas Embaixadas Brasileiras em Portugal e na Colômbia.

Cotidiano