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Família paulista é achada morta e amarrada em hotel de Florianópolis

Fachada do apart-hotel Venice Beach, na praia de Canasvieiras, onde cinco pessoas foram achadas mortas - Aline Torres / UOL
Fachada do apart-hotel Venice Beach, na praia de Canasvieiras, onde cinco pessoas foram achadas mortas Imagem: Aline Torres / UOL

Aline Torres

Colaboração para o UOL, em Florianópolis (SC)

06/07/2018 10h50

Cinco pessoas, quatro delas da mesma família, foram encontradas mortas pela Polícia Militar pouco depois da meia-noite desta sexta-feira (6) em um apart-hotel na praia de Canasvieiras, um dos principais destinos turísticos de Florianópolis. 

Segundo o relato da PM, ao chegarem ao local para atender a uma ocorrência de assalto, os policiais encontraram as vítimas deitadas de bruços, com pés, pescoços e mãos amarrados. Elas estavam em cômodos separados. No local, havia cheiro forte de gasolina, mas nenhuma marca de tiro. As paredes estavam riscadas com as iniciais da facção paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo o Instituto Geral de Perícias, a provável causa da morte é asfixia. 

Uma funcionária do apart-hotel, que prefere não ser identificada, foi quem chamou a polícia. Ela também foi detida pelos criminosos, mas conseguiu escapar.  De acordo com o seu depoimento, três homens armados invadiram o estabelecimento por volta das 16h de quinta-feira e renderam o proprietário Paulo Gaspar Lemos, 78 anos, seus três filhos --Paulo Júnior, 51, Katya, 50, e Leandro, 44--, além dela e o gerente Ricardo Lora, 39. A família é de São Paulo, mas vivia há dez anos na cidade. 

A perícia não encontrou nenhum sinal de roubo no estabelecimento, nem mesmo a carteira das vítimas foi levada. 

De acordo com o tenente-coronel Marcelo Pontes, que atendeu a ocorrência, as inscrições nas paredes com as iniciais da facção criminosa "serviram para indicar o motivo do crime”. O delegado Ênio Matos, do departamento de Homicídios da Polícia Civil, também trabalha com a hipótese de ligação do crime com o tráfico: “Até o momento é nossa principal linha de investigação”.

O hotel de 4,6 mil metros quadrados está isolado pela perícia. Um dos corpos foi localizado pelos policiais na lavanderia do subsolo, dois no segundo andar e os outros dois no terceiro andar, cada um deles em um quarto.

Segundo a PM, nenhuma das vítimas tinha passagens criminais por tráfico em Santa Catarina. O proprietário da pousada tinha passagens na polícia por calúnia, difamação e injúria e seu filho Leandro, por apropriação indébita.

Paulo Gaspar Lemos também era proprietário de um salão de festas, a Arena Spazzio, no bairro Vargem Grande, de uma mansão em Jurerê internacional e do hotel Venice, em Canasjurê, divisa entre os bairros Canasvieiras e Jurerê. Segundo vizinhos, o empresário também tinha uma coleção de carros antigos.

Disputa entre facções aumenta onda de homicídios

No ano passado, 173 pessoas foram assassinadas em Florianópolis, estatística que representa um crescimento de 250% em relação a 2015. Em 2002, a cidade registrou apenas oito homicídios.

Tanto a Polícia Civil quanto o Governo do Estado de Santa Catarina reconheceram que a escalada da violência teve relação direta com a disputa entre a facção paulista PCC e a catarinense PGC (Primeiro Grupo da Capital) pelo mercado ilegal de drogas.

Os bairros com mais ocorrências de homicídios estão situados ao norte da ilha.

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