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Professor acusado de assediar crianças é afastado um ano após denúncia

Por se tratar de uma decisão liminar, o professor poderá tentar revertê-la e voltar a lecionar - Alex Almeida/Folhapress
Por se tratar de uma decisão liminar, o professor poderá tentar revertê-la e voltar a lecionar Imagem: Alex Almeida/Folhapress

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

24/07/2018 13h28

Duas meninas, hoje com nove e 10 anos, relataram em setembro de 2017 às suas mães que o professor delas em uma escola estadual do Rio Grande do Sul havia as assediado sexualmente. O homem, que tem seu nome preservado, teria as apalpado, chamado ambas de "gostosas" e dado um bilhete com seu número de telefone, convidando-as a irem até o seu carro. Tudo isso dentro da sala de aula.

Esse relato aconteceu em setembro do ano passado e só agora, em julho, é que o professor foi afastado da sala de aula, graças a uma liminar obtida na Justiça pelo Ministério Público de Coronel Bicaco, município com 8.000 habitantes, próxima à divisa com a Argentina. Além da ação civil pública, o MP denunciou o professor em caráter criminal por importunação ofensiva ao pudor.

Por se tratar de uma decisão liminar, o professor poderá tentar revertê-la e voltar a lecionar. 

Segundo informou ao UOL a promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira, todos os relatos fizeram parte de uma sindicância da 21ª Coordenadoria Regional de Educação do Rio Grande do Sul, que recomendou recentemente que o professor fosse afastado por 45 dias – dos quais, 30 são relativos a férias. Ou seja: após duas semanas, ele voltaria ao contato diário com as mesmas crianças.

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"A conclusão da sindicância foi de que os casos de fato realmente aconteceram", contou, a promotora de Coronel Bicaco. De acordo com Dinamárcia, o Ministério Público considerou a punição "demasiado branda" e, no último dia 11 de julho, ingressou com uma ação civil pública na Justiça gaúcha para pedir a demissão do professor. Por enquanto, conseguiu uma liminar que o proíbe de dar aula, mas não de exercer funções administrativas na escola.

UOL entrou em contato com a 21ª Coordenadoria Regional de Educação do Rio Grande do Sul, que preferiu não comentar o caso.

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