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Suspeito de desviar R$ 400 mi abre mão de bens em troca de prisão domiciliar

Pablo Henrique Borges foi preso na Operação Ostentação em 10 de outubro - Reprodução/TV Globo
Pablo Henrique Borges foi preso na Operação Ostentação em 10 de outubro Imagem: Reprodução/TV Globo

Olga Bagatini

Colaboração para o UOL

18/10/2018 17h34

Suspeito de liderar uma quadrilha que desviou R$ 400 milhões com golpes virtuais em contas bancárias, Pablo Henrique Borges vai cumprir pena em prisão domiciliar. O jovem de 24 anos chegou a um acordo com o Ministério Público de São Paulo, em que aceitou colaborar com as investigações e abrir mão dos bens apreendidos para deixar a carceragem do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). 

Pablo foi preso na Operação Ostentação, deflagrada no dia 10 de outubro pelo Cyber Gaeco e pela 4ª Delegacia de Fraudes Patrimoniais por Meios Eletrônicos do Deic, especializados em crimes virtuais. A quadrilha é considerada uma das maiores organizações criminosas que praticam golpes pela internet e usava programas de computador para invadir as contas.

Além de Pablo, a polícia também prendeu Rafael Antonio dos Santos, que cumpriu cinco dias de prisão temporária e foi solto, e Matheus Araújo Galvão, que ainda está preso.

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Os criminosos levavam uma vida de luxo e se notabilizaram pelo alto padrão de vida, como viagens para a Europa em jatinhos particulares, diárias em hotéis que passam de R$ 30 mil, contratação de uso exclusivo de restaurantes e aluguel de iates. Segundo o Ministério Público, o jovem ainda é apontado como um dos maiores locadores de jatos e helicópteros de São Paulo.

Entre os itens apreendidos com Pablo está uma frota de dez carros de luxo – que inclui dois modelos da Ferrari e três da Lamborghini – avaliada em mais de R$ 20 milhões. Além disso, também houve a apreensão de R$ 30 milhões em dinheiro, joias e quadros.

Depois de ser solto, na última sexta-feira (12), Pablo foi ao Ministério Público de São Paulo para prestar depoimento. A reportagem entrou em contato com o órgão, que afirmou que não irá comentar os desdobramentos da operação nem o acordo de colaboração assinado pelo chefe da quadrilha.

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