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Baleada por caminhoneiro em SP, cadela é salva após 'vaquinha' de PMs

Divulgação/PM
A vira-lata Pintada durante atendimento em clínica na zona norte de SP Imagem: Divulgação/PM

Janaina Garcia

Do UOL, em São Paulo

06/12/2018 13h23Atualizada em 06/12/2018 17h14

A Polícia Militar de São Paulo prendeu no final da noite desta quarta-feira (5) um caminhoneiro suspeito de atirar com arma de fogo em uma cadela que vive nas imediações do terminal de cargas Fernão Dias, na Vila Medeiros, zona norte da capital. O animal foi atingido no peito e sobreviveu após os policiais que atenderam a ocorrência o encaminharem para atendimento veterinário em um hospital 24 horas.

Os agentes, que são lotados na 1ª Companhia do 5º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, serão homenageados pelo comando da PM na tarde desta quinta-feira (6).

De acordo com a PM, o caso foi registrado pouco depois das 23h quando funcionários do terminal relataram a policiais que um caminhoneiro, estacionado no espaço havia dias, disparou contra o animal --uma vira-lata batizada de “Pintada”.

O boletim de ocorrência informa que, ao ser abordado pelos PMs, o caminhoneiro Douglas Tarcizo da Silva, 38, morador de Bauru (interior de SP), admitiu ter atirado na cadela e escondido a arma em outro caminhão. Silva levou os policiais até o veículo, onde foi localizada uma pistola 6,35 mm sem os cartuchos.

Ao receber voz de prisão e algemas, diz o boletim, Silva “ainda prometeu aos policiais militares uma quantia para que não fosse preso, dizendo: ‘se quiser eu arrumo um dinheiro aí pra vocês’”.

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A arma encontrada com o caminhoneiro era uma pistola 6,35mm sem registro Imagem: Divulgação/PM

O suspeito foi encaminhado ao 73º Distrito Policial, no Jaçanã, também na zona norte, onde foi indiciado por porte ilegal de arma, disparo de arma de fogo, maus-tratos a animais e corrupção ativa.

Silva foi preso e seria encaminhado na tarde de hoje a audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda (zona oeste). A reportagem do UOL não localizou responsáveis pela defesa do caminhoneiro.

Atendimento será bancado por hospital

A cadela foi encaminhada a uma clínica veterinária no Tucuruvi, também na zona norte, por policiais que atenderam a ocorrência. Os agentes chegaram a dividirentre eles o valor da consulta (R$ 110). O animal, que foi baleado no peito, não corre risco de morrer e permanecia nesta quinta internado na clínica.

Em nota encaminhada ao UOL após a publicação da matéria, no entanto, a assessoria de imprensa do hospital "Vet Popular", onde a cadela foi atendida, informou que "todos os procedimentos para estabilização" da saúde do animal --entre os quais, "uma série de exames de imagem, cardiológicos e hematológicos para, assim, os médicos avaliarem seu estado de saúde com mais precisão" -- serão custeados pelo próprio hospital. A princípio, de acordo o "Vet Popular", Pintada ficará internada por tempo indeterminado.

Segundo o hospital, a comoção em torno do caso fez com que tanto funcionários do local como clientes entrassem em uma espécie de fila para adotar Pintada.

À TV Globo, um dos PMs envolvidos no atendimento, Henrique Ribeiro, contou que a decisão não teve muito planejamento, dada a urgência. “A gente tinha que dar um jeito na situação. O cachorro estava ferido. Acho que dinheiro não é tudo”, afirmou.

Cachorro morto em unidade do Carrefour gera comoção

Nos últimos dias, o caso de um cachorro que morreu na parte externa de uma unidade do Carrefour em Osasco (Grande SP) em circunstâncias ainda não esclarecidas gerou comoção. A Polícia Civil investiga a ocorrência, que terminou com a morte do animal.

Vídeos de câmeras de segurança do estabelecimento, já de posse da polícia, mostram um segurança do supermercado andando próximo ao cachorro com uma barra de ferro nas mãos. Em outras imagens, o animal aparece andando já sangrando, instantes antes de morrer, e sendo imobilizado por funcionários do Centro de Zoonoses da Prefeitura de Osasco, que foram acionados.

O Ministério Público Estadual instaurou um inquérito civil para apurar o caso. 

Em nota, o Carrefour disse reconhecer "um grave problema" em sua loja de Osasco. A empresa afastou a equipe de segurança enquanto as investigações são realizadas.

"A empresa não vai se eximir de sua responsabilidade. Estamos tristes com a morte desse animal. Somos os maiores interessados em que todos os fatos sejam esclarecidos. Por isso, aguardamos que as autoridades concluam rapidamente as investigações." A rede informou ainda que, qualquer que seja a conclusão do inquérito, "estamos inteiramente comprometidos na reparação desse dano".

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