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Motorista é preso suspeito de matar médica e se passar por ela no WhatsApp

A médica Gabriela Rabelo foi morta no Distrito Federal em 24 de outubro de 2018 - Reprodução/Facebook
A médica Gabriela Rabelo foi morta no Distrito Federal em 24 de outubro de 2018 Imagem: Reprodução/Facebook

Jéssica Nascimento

Colaboração para UOL

30/01/2019 21h16

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta quarta-feira (30) um homem suspeito de matar uma médica e se passar por ela durante dois meses no WhatsApp.

Rafael Henrique Silva Dutra, 32, era motorista particular de Gabriela Rabelo Cunha, 44, ex-diretora do Hospital Regional de Taguatinga.  Segundo a polícia, ele teria matado a profissional de saúde em outubro de 2018 e deve responder pelos crimes de latrocínio, ocultação de cadáver e furto mediante fraude.

O suspeito teria dito à família da vítima, fazendo-se passar por ela, que Gabriela teria se internado em uma clínica de repouso para tratar da depressão. As suspeitas começaram quando a mulher não voltou para o Natal, como prometido. Foi então que familiares registraram um boletim de ocorrência.

Policiais chegaram ao suspeito devido a uma movimentação bancária alta, que chamou a atenção do banco e fez com que a polícia fosse procurada. Rafael também era responsável por administrar a conta da médica.

"Tudo vai ser investigado, mas a polícia acredita que o motorista tenha agido sozinho. Ele não demonstrou em nenhum momento arrependimento de ter matado Gabriela", disse ao UOL Leandro Ritt, chefe da Divisão de Repressão a Sequestros.

Na casa do suspeito, os policiais encontraram cartões bancários e dois carros da médica. Também chamou a atenção dos policiais um quadro com várias fotos da vítima e da família dela pendurado na casa de Rafael.

Após a prisão, Rafael levou os policiais ao local do crime, onde a ossada foi localizada. O laudo do IML confirmou que eram restos mortais da médica.

Cleyton Lopes de Oliveira, advogado de defesa do suspeito, disse que ainda não teve acesso ao inquérito policial, mas que "ainda é cedo para colocá-lo na condição de réu".

"Não houve sequer o oferecimento da denúncia em seu desfavor ao Poder Judiciário e, até o momento, existe uma investigação em andamento na qual figura como principal suspeito", afirmou.