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Brumadinho: chega a 200 o número de mortos; 108 ainda estão desaparecidos

Bombeiro de Minas Gerais trabalha nas buscas em Brumadinho, Minas Gerais, após a queda de uma barragem da mineradora Vale destruir parte da região - Arquivo pessoal / Reprodução
Bombeiro de Minas Gerais trabalha nas buscas em Brumadinho, Minas Gerais, após a queda de uma barragem da mineradora Vale destruir parte da região Imagem: Arquivo pessoal / Reprodução

Alex Tajra

Do UOL*, em São Paulo

11/03/2019 20h28

Chegou a 200 o número de mortos por conta da queda da barragem da Vale em Brumadinho (MG). A informação foi divulgada na noite de hoje pelo Corpo de Bombeiros do estado. Segundo a corporação, há ainda 108 pessoas desaparecidas.

Mais de 130 bombeiros trabalharam hoje nas buscas. Os oficiais tiveram de reconstruir drenos por conta dos danos causados pela forte chuva que atingiu a região na noite de ontem. Hoje, os bombeiros trabalharam em 20 frentes, com o auxílio de 76 máquinas pesadas, uma aeronave e dois drones. 

Vale terá de apresentar relatório sobre Brumadinho até 4 de abril

A Vale terá até 4 de abril para apresentar um relatório parcial sobre pagamentos para os atingidos pela tragédia.

Antes, terá de informar também detalhes sobre pedidos de atendimento de urgência e abastecimento da região.

A ordem foi definida durante audiência de conciliação na 6ª Vara da Fazenda Estadual de Belo Horizonte há cinco dias. No próximo dia 4 haverá outra audiência de conciliação, às 14h As informações são do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG).

No último dia 7, a audiência contou com a participação de representantes do MP-MG, Ministério Público Federal, das defensorias públicas da União e do Estado, da Advocacia-Geral do Estado e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além dos representantes da mineradora.

Decisões

Na audiência ficou acordado que cada núcleo familiar do Córrego do Feijão e do Parque da Cachoeira receberá uma cesta básica por mês, durante 12 meses. A Vale e o estado de Minas Gerais fecharam um acordo para que a contratação de produtos ou serviços necessários, bem como as despesas emergenciais relacionadas ao rompimento, sejam feitas extrajudicialmente.

O valor de R$ 1 bilhão continua como garantia, dos quais R$ 500 milhões foram depositados em juízo. Os outros R$ 500 milhões poderão ser substituídos por garantias com liquidez corrente, fiança bancária ou seguros.

*Com informações da Agência Brasil

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