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Jovem morta com tiro na nuca no RJ se preparava para concurso da polícia

Marcela de Souza Oliveira foi encontrada morta após cinco dias desaparecida - Reprodução
Marcela de Souza Oliveira foi encontrada morta após cinco dias desaparecida Imagem: Reprodução

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

04/06/2019 11h55

Marcela de Souza Oliveira, 26, encontrada morta com um tiro na nuca em um rio em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no último sábado (1º), se preparava havia um ano para um concurso de auxiliar de necropsia da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

"Ela era muito estudiosa, gostava muito de ler e passava a noite estudando. Ela sonhava em ter estabilidade e queria dar uma vida melhor para os pais dela e achava que sendo aprovada em concurso público conseguiria isso. Ela fazia muitos cursos na internet também", relatou ao UOL o namorado dela, o vidraceiro William Santos, 33. A previsão era de que o edital do concurso fosse liberado até julho.

Marcela desapareceu na segunda-feira (27) e foi encontrada após cinco dias com um tiro na nuca. O corpo, em avançado estado de decomposição, estava no rio Iguaçu, onde a bolsa e o casaco da vítima também foram localizados. Marcela foi achada por dois pescadores que acionaram a polícia. O pai reconheceu o corpo através de uma tatuagem nas costas.

Santos ainda que ele e a namorada quase não saíam de casa. Eles completariam um ano de namoro no dia 29 de junho. Os dois se conheceram quando Marcela se mudou de Belford Roxo, também na baixada, para Nova Iguaçu.

"Passamos a ser vizinhos, nos conhecemos e começamos a namorar. Ela era uma menina muito tranquila. Pensava mais nos outros no que nela. Éramos muitos caseiros, ficávamos em casa vendo televisão e gostávamos de um churrasquinho em família."

O namorado revelou ainda que, mesmo desaparecida, ele e a família tinham esperanças de encontrá-la bem. "A gente nunca imaginou que ia encontrar ela morta. Passava pela nossa cabeça que alguém ia ligar pedindo resgate e que ia ficar tudo bem", disse.

O rio Iguaçu é um lugar de difícil acesso e fica cerca de 40 minutos da casa do namorado. William contou que, no dia em que Marcela desapareceu, saiu às 7h para trabalhar e deixou a namorada dormindo na casa dele.

"Saí cedo de casa. Ela ficou dormindo, daria comida para as cachorras e depois encontraria os pais mais tarde para almoçar, mas quando cheguei à noite, ninguém sabia onde ela estava", disse o vidraceiro.

A família passou uma semana buscando informações sobre o paradeiro da vítima. Mensagens em redes sociais foram postadas na internet na tentativa de localizar a estudante.

O caso é investigado pela DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense). Ontem, a Polícia Civil informou que o corpo não tinha sinais de violência sexual.

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