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Morre mulher que inalou fumaça em ato contra reforma da Previdência em MG

Manifestantes fecham a avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte - Reprodução/TV Globo
Manifestantes fecham a avenida Antônio Carlos, em Belo Horizonte Imagem: Reprodução/TV Globo

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

17/06/2019 21h08

Após quatro dias internada em um Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital em Belo Horizonte, morreu hoje a mulher que ficou em estado gravíssimo após ter inalado fumaça proveniente da queima de pneus durante um ato contra a reforma da Previdência na última sexta-feira (14).

Edi Alves Guimarães, 53, estava dentro de um ônibus retido em meio a uma manifestação de apoio à greve que ocorreu na capital mineira e em outras mais de 100 cidades do país.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Risoleta Neves, Edi, que sofreu uma parada cardiorrespiratória ainda na sexta passada, teve a morte encefálica confirmada na tarde de hoje. Ainda conforme o setor, o corpo será enviado ao Instituto Médico legal (IML) de Belo Horizonte.

Deslocamento para o trabalho

Conforme a ocorrência, Edi Guimarães estava indo para o trabalho quando o ônibus no qual ela estava ficou retido em manifestação feita por um grupo de pessoas, na Avenida Antônio Carlos, nas proximidades da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na região da Pampulha. O grupo queimava pneus e outros materiais na via pública.

A vítima foi levada ao hospital por uma equipe da Polícia Militar de Minas Gerais, que fora até o local dos protestos após ter sido acionada em razão da presença de manifestantes que obstruíam a avenida.

Quando se depararam com o quadro, os militares disseram que ela já tinha sido retirada do veículo, passava mal, e estava sendo amparada por outras pessoas.

Cotidiano