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PMs são afastados após vídeo com chutes em morador de rua em SP

Leonardo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

2019-06-17T16:36:03

17/06/2019 16h36

A Polícia Militar de São Paulo afastou das ruas dois policiais que aparecem em um vídeo de anteontem agredindo um morador de rua identificado como Marcelo, na zona oeste da capital paulista. Os nomes dos PMs e o sobrenome do morador de rua não foram divulgados.

Os PMs afastados são realocados para outras atividades, como serviços administrativos nos quartéis, até o fim da investigação.

De acordo com o Boletim de Ocorrência do caso, os PMs foram acionados por uma mulher que não conseguia tirar o carro do estacionamento de um supermercado. Ela diz que Marcelo havia fechado a passagem com uma carroça e teria pedido dinheiro para liberar a passagem.

Ao ser abordado pela PM, o morador de rua teria, segundo o BO, desferido socos e pontapés contra os policiais, que reagiram com "uso progressivo da força". Ainda segundo o registro, os PMs teriam sofrido escoriações e mordidas.

No vídeo, é possível ver os PMs tentando imobilizar o morador de rua e os chutes. O vídeo mostra uma outra pessoa não identificada tentando separar a confusão e levando um tapa de um dos policiais.

Um outro vídeo do momento, enviado pela Corregedoria da PM ao UOL, mostra o homem forçando a saída do camburão da viatura dos PMs, colocando a perna para fora do carro.

Em nota, a PM afirma que houve resistência do homem e uso de força durante a tentativa de abordagem. "Contudo, a ação sugere flagrante descumprimento dos protocolos operacionais padrão de abordagem", disse o órgão.

Um IPM (Inquérito Policial Militar) foi aberto para apuração da conduta dos policiais.

Ainda de acordo com o boletim, foi solicitada perícia médica para os PMs junto ao IML (Instituto Médico Legal). Eles foram medicados no Hospital Municipal da Lapa e liberados.

O morador de rua também foi encaminhado ao pronto-socorro do Hospital Municipal da Lapa, conduzido ao 91º Distrito Policial para prestar esclarecimentos e, depois, liberado.

Nesta tarde, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi às redes sociais dizer que "ações dessa natureza não condizem com o trabalho e legado da Polícia Militar".

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