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Policial mata marido no PA e alega legítima defesa após suposta agressão

Antonio Gaudério/Folhapress
Imagem: Antonio Gaudério/Folhapress

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

17/06/2019 13h48

A policial militar Alana Patrícia da Cruz Barros, 29, suspeita de assassinar a tiros o marido Thiago Valdiney Bezerra Dias, 30, em Ananindeua (PA), afirmou à polícia que atirou em legítima defesa durante uma discussão entre o casal, ocorrida na madrugada de ontem. Após o depoimento, ela foi liberada e vai responder pelo crime em liberdade.

Na delegacia, Alana relatou que estava sendo vítima de violência doméstica, com agressão física, quando disparou a arma e baleou o marido no peito. O caso ocorreu por volta das 4h30 de ontem, na residência do casal, localizada no conjunto Geraldo Palmeira.

Thiago foi socorrido em estado grave por familiares para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua, mas não resistiu.

Após atirar contra o marido, a policial saiu do local e se apresentou na delegacia secccional da Cidade Nova. Em seguida, foi transferida para a Delegacia da Mulher, de onde foi encaminhada para a Decrif (Delegacia de Crimes Funcionais).

"Foi instaurado inquérito policial na Divisão de Crimes Funcionais para apurar o fato. A PM se apresentou espontaneamente e vai responder em liberdade", informou a Polícia Civil.

De acordo com a polícia, Alana alegou em depoimento "que atirou em legítima defesa, pois, segundo ela, estava sendo vítima de violência doméstica por parte do marido".

A Polícia Civil ainda apura se existe algum registro anterior de violência doméstica feito pela PM contra o marido.

A arma usada pela policial militar foi apreendida para passar por perícia. Ela também vai passar por exames periciais ainda hoje.

O casal tem uma filha de dez anos. Alana é soldado da Polícia Militar e é lotada no 2° Batalhão. Ela ficará afastada das atividades até que o caso seja apurado.

A Corregedoria-Geral da Polícia Militar informou que instaurou procedimento administrativo para apurar o ocorrido.

O UOL tentou localizar hoje a policial militar e sua defesa, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.

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