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PRF apreende R$ 1,5 milhão com ex-comandante da PM de Alagoas em rodovia

Dinheiro estava embalado em diversos pacotes e dividido em uma mala e uma mochila no bagageiro do carro - Divulgação/PRF-MG
Dinheiro estava embalado em diversos pacotes e dividido em uma mala e uma mochila no bagageiro do carro Imagem: Divulgação/PRF-MG

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

18/07/2019 09h41

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu, na noite de ontem, R$ 1,5 milhão em espécie durante uma fiscalização na BR-381, em Oliveira (MG). Segundo a PRF, a quantia estava sob posse de Marcus Aurélio Pinheiro, ex-comandante geral da Polícia Militar de Alagoas, e do subtenente reformado Esperon Pereira dos Santos, também militar alagoano.

A apreensão ocorreu uma abordagem de rotina. Os dois estavam em um veículo Toyota Corolla e, durante conversa com os agentes, eles teriam demonstrado "intenso nervosismo". "Com isso, os policiais realizaram busca minuciosa no veículo", informou a PRF.

O dinheiro estava embalado em diversos pacotes e dividido em uma mala e uma mochila no bagageiro do carro.

Segundo a PRF, os dois militares não possuíam comprovantes da origem do dinheiro e foram encaminhados para a delegacia de Polícia Federal de Divinópolis.

A reportagem do UOL entrou em contato com a delegacia, mas foi informada que os plantonistas ainda não repassaram informações sobre a apreensão, nem souberam informar se os militares ficaram presos.

Em nota, o advogado de Marcus Aurélio, Thiago Pinheiro, informou que o ex-comandante não foi preso e que está retornando nesta manhã a Maceió. "(Marcus Aurélio) foi abordado por policiais rodoviários federais quando estava acompanhado de um comerciante que pretendia adquirir um imóvel de campo na região mineira. O coronel foi contratado pelo dito comerciante para acompanhar a negociação do imóvel, que não emplacou", disse a defesa.

"A contratação terceirizada de segurança é um procedimento normal e dentro dos padrões da legalidade", afirmou Thiago, citando que "foi apresentado o contrato de compra e venda da propriedade, deixando os fatos esclarecidos para as autoridades policiais". A defesa de Esperon Pereira não foi localizada.

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