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MP do Rio denuncia policial militar pelo homicídio de Ághata Felix

Ághata Felix - Arquivo pessoal
Ághata Felix Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

03/12/2019 14h39

Resumo da notícia

  • Se condenado, o PM Rodrigo José de Matos Soares pode pegar de 12 a 30 anos de prisão
  • O MP-RJ pede que o PM seja afastado do policiamento de ruas e tenha o porte de arma suspenso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou hoje o policial militar Rodrigo José de Matos Soares, acusado de matar a Ághata Vitória Sales Felix, de 8 anos, no Complexo do Alemão, na zona norte carioca. A denúncia por homicídio qualificado foi oferecida à 1ª Vara Criminal da Capital.

Se condenado, Rodrigo José de Matos Soares poderá cumprir pena de 12 a 30 anos de prisão. O MP-RJ também pediu à Justiça a suspensão parcial do exercício da função pública de modo que o PM deverá ser afastado do policiamento de ruas e ter suspensa a autorização de porte de arma de fogo.

Outras medidas cautelares serão tomadas, como a proibição de contato com as testemunhas, comparecimento periódico ao juízo e a proibição de se ausentar da comarca.

A denúncia relata que o policial estava em serviço quando usou seu fuzil para atirar contra duas pessoas não identificadas que estavam em uma moto. Ao lado da mãe, Ághata estava dentro de uma kombi que realizava o transporte de passageiros na região e foi atingida.

"O denunciado, por erro no uso dos meios de execução, atingiu pessoa diversa da que pretendia matar, uma vez que um dos projéteis ricocheteou no poste de concreto situado na Rua Antônio Austregésilo, fragmentando-se em partes, sendo certo que um desses fragmentos teve sua trajetória alterada, vindo a atingir a criança Ághata Vitória Sales Feliz", diz a denúncia.

Os promotores dizem acreditar que o crime foi cometido por "motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas, em momento pacífico na localidade, com movimentação normal de pessoas e veículos". Ressalta-se o fato de que a investigação da Polícia Civil descartou a tese de legítima defesa apresentada por Soares, já que não houve agressão aos policiais.

A reportagem do UOL tenta contato com defesa do PM Rodrigo Soares.

Cotidiano