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Número de casamentos cai 1,6% e divórcios aumentam 3,2% entre 2017 e 2018

Melina Resende/Casa 1
Imagem: Melina Resende/Casa 1

Do UOL, em São Paulo

04/12/2019 10h45

Os brasileiros estão se casando menos e se divorciando mais, de acordo com a pesquisa Estatísticas do Registro Civil, feita pelo IBGE, e divulgada hoje. Em 2018, foram registrados 1.053.467 casamentos civis, contra 1.070.376 de 2017 - uma redução de 1,6%.

Já o número de divórcios concedidos em 1ª instância ou por escrituras judiciais aumentou 3,2% entre 2017 e 2018, passando de 373.216 para 385.246.

Casamentos caem 1,6% entre 2017 e 2018

De acordo com os números do IBGE, em 2018 foram registrados 1.053.467 casamentos civis, contra 1.070.376 de 2017 - uma redução de 1,6%. Houve aumento no Nordeste (0,8%) e no Centro-Oeste (3,3%), com as demais regiões em queda.

Para cada 1.000 habitantes do país em idade de casar, em média, 6,4 pessoas se uniram por meio do casamento legal em 2018. Os homens se uniram, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28 anos. Já entre os cônjuges solteiros de mesmo sexo, a idade média ao contrair a união foi de aproximadamente 34 anos para os homens e 33 anos para as mulheres.

Divórcios aumentam 3,2% entre 2017 e 2018

O número de divórcios 3,2% entre 2017 e 2018, passando de 373.216 para 385.246, o que fez com que a taxa geral de divórcios apresente aumento de 2,5? (2017) para 2,6? (2018). O Sudeste registrou a maior taxa geral de divórcio (3,1?), o que mostra cerca de 3 divórcios para cada 1000 habitantes com 20 anos ou mais.

A pesquisa ainda aponta redução na duração dos casamentos: em 2008, os casamentos duravam, em média, 17 anos, passando para 14 anos em 2018. Os homens se divorciam com 43 anos, em média, enquanto as mulheres, com 40.

46,6% das dissoluções foram de famílias somente com filhos menores de idade; 27,8% foram entre casais sem filhos; 17,3%, entre famílias somente com filhos maiores e 7,8%, entre famílias com filhos menores e maiores de idade.

Casamentos do mesmo sexo aumentam

A pesquisa mostra que o casamento entre pessoas do mesmo sexo teve aumento de 61,7 % no ano passado em relação a 2017. Em 2018, foram registrados 9.520 casamentos civis entre cônjuges do mesmo sexo, ante 5.887 em 2017.

Segundo o estudo, as uniões entre mulheres cresceram 64,2%, passando de 3.387 em 2017 para 5.562 em 2018. Os casamentos entre homens subiram de 2,5 mil para 3.958, o que representa um aumento de 58,3%.

O levantamento mostra ainda que a alta foi puxada principalmente pelo mês de dezembro: as uniões homoafetivas entre homens e mulheres somaram 3.098. Em dezembro de 2017, foram registrados 614 casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

No casamento entre mulheres, foram registradas 549 uniões em novembro e 1.906 em dezembro do ano passado. Os registros de casamentos entre cônjuges masculinos passaram de 408 em novembro para 1.192 em dezembro de 2018.

Na pesquisa anterior, comparando os anos de 2016 e 2017, houve aumento de 10% no número de registros de união entre pessoas do mesmo sexo.

Aumenta guarda compartilhada

Houve um aumento do percentual de divórcios concedidos em cuja sentença consta a guarda compartilhada dos filhos. Dos 166.523 divórcios concedidos para casais com filhos menores, em 2018, 24,4% tiveram guarda compartilhada. Em 2014, essa proporção era de 7,5%.

Mesmo com o avanço, a predominância das mulheres com guarda dos filhos segue, com 65,4%.

Mulheres estão esperando mais para terem filhos

Outra mudança que aparece é na idade para as mulheres se tornarem mais. De 1998 a 2018, os percentuais de nascimentos cujas mães tinham até 24 anos caíram. Houve elevação nas faixas etárias entre 30 e 44 anos.

Em 1998, 51,8% dos nascimentos eram gerados por mães com idades até 24 anos. Em 2008, elas representavam 47,9%. Em 2018, i número é 39,4%.

Na faixa entre 25 e 29 anos, a oscilação foi menor, com aumento de 1998 a 2008, de 24,2% para 25,2%, e queda para 23,7% em 2018.

A partir dos 30 anos, as proporções de nascimentos se elevaram, saindo de 24,1% em 1998 e chegando a 36,6% em 2018.

Na região Norte, constata-se o maior índice de registros de nascimentos de crianças cujas mães tinham até 24 anos. Na região Sudeste e na Sul, observam-se as maiores proporções de nascimentos com mães de entre 30 a 39 anos.

Mortalidade na infância segue em queda e chega a 2,8%

Entre 2008 e 2018, o volume de óbitos ocorridos e registrados no mesmo ano, com informação de sexo e idade, passou de 1.055.672 para 1.279.948, um aumento de cerca de 21%.

Na série histórica desde 1978 por idade, houve queda significativa na proporção de óbitos de crianças menores de um ano e de menores de cinco anos, passando de 26,9% e 32,6% para 2,4% e 2,8%, respectivamente.

Na outra ponta, nos números de envelhecimento populacional, os óbitos de pessoas com 65 anos ou mais passaram de 30,1% em 1978 para 59,8% do total de óbitos registrados em 2018.

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil investiga os registros de nascimentos, casamentos, óbitos e óbitos fetais informados pelos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, bem como os divórcios declarados pelas Varas de Família, Foros, Varas Cíveis e Tabelionatos de Notas do país.

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