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Paraisópolis: famílias querem esclarecimentos do secretário de Segurança

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos - Mister Shadow - 13.nov.2018/ASI/Estadão Conteúdo
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos Imagem: Mister Shadow - 13.nov.2018/ASI/Estadão Conteúdo

Marcelo Oliveira*

Do UOL, em São Paulo

11/12/2019 17h46

Resumo da notícia

  • Secretário de Segurança ainda não se manifestou sobre as mortes em Paraisópolis
  • Familiares das nove vítimas querem que ele seja convocado para falar na Alesp

As famílias das nove pessoas que morreram em uma ação da polícia em Paraisópolis querem que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, seja convocado pela Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) para prestar esclarecimentos sobre o caso. Procurada pelo UOL, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) não se pronunciou sobre o pedido dos familiares até o momento.

Desde as mortes, em 1º de dezembro, Campos ainda não se manifestou sobre o caso.

O pedido foi feito por Maria Cristina Quirino Portugal, mãe do jovem Denys Henrique Quirino, morto em Paraisópolis, em nome de todas as famílias de vítimas. "Existem muitas dúvidas que a gente quer esclarecer sobre os métodos e os meios utilizados para acabar com a vida daqueles jovens", disse a mãe do estudante, que tinha 16 anos.

Portugal quer que a Alesp fiscalize "a forma como a PM atua". "Ninguém precisa morrer da forma como meu filho morreu", afirmou a mãe de Denys.

Deputados de oposição ao governo de João Doria (PSDB) já apresentaram dois requerimentos para a convocação do secretário, mas a bancada governista —que é maioria dos 11 deputados da Comissão de Direitos Humanos da Alesp— bloqueou a votação da convocação.

O encontro foi comandado pela deputada Beth Sahão (PT), opositora de Doria e presidente da Comissão. Ela realizou a reunião na Alesp, mas fora dos trabalhos da comissão alegando que parlamentares ligados à polícia e ao governo estariam impedindo requerimentos que questionam a atuação da polícia. "Eles [os governistas] estão aqui para impedir a vinda dele nessa casa para prestar esclarecimentos, o que é obrigação do secretário", disse a deputada.

Além de Sahão, compõem a comissão os deputados:

  • Douglas Garcia (PSL)
  • Gil Diniz (PSL)
  • Márcia Lia (PT)
  • Rafael Silva (PSB)
  • Carlão Pignatari (PSDB)
  • Daniel Soares (DEM)
  • Wellington Moura (Republicanos)
  • Delegado Olim (PP)
  • Erica Malunguinho (PSOL)
  • Adriana Borgo (PROS)

A reportagem entrou em contato com alguns dos deputados para comentar a declaração de Sahão. Assim que houver um posicionamento, ele será incluído no texto.

Também participaram do encontro representantes do Condepe (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana), da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), da Defensoria Pública e do Ministério Público.

*Colaborou Luís Adorno, do UOL, em São Paulo

Testemunhas começam a depor sobre ação em Paraisópolis

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