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'Soube pela TV': vizinhos mantêm rotina após bomba contra Porta dos Fundos

Segurança permaneceu de plantão em frente à sede da produtora Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro. Local foi alvo de ataque a bomba na véspera do Natal - Herculano Barreto Filho/UOL
Segurança permaneceu de plantão em frente à sede da produtora Porta dos Fundos, no Rio de Janeiro. Local foi alvo de ataque a bomba na véspera do Natal Imagem: Herculano Barreto Filho/UOL

Herculano Barreto Filho

Do UOL, no Rio

30/12/2019 17h47

Resumo da notícia

  • Segurança permanece de plantão em frente ao local onde ocorreu o atentado
  • Caso não afetou a rotina de comércios nas imediações da produtora
  • Ataque a bomba está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro

O ataque a bomba contra a sede da produtora Porta dos Fundos, na madrugada de 24 de dezembro, não alterou a rotina de moradores e comerciantes na rua Capitão Salomão, no Humaitá, zona sul do Rio. Mas modificou os procedimentos de vigilância na área.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a motivação do atentado, que ocorreu na madrugada da véspera de Natal. Em vídeo, pessoas ligadas a um grupo neofascista reivindicam a autoria, como retaliação ao filme "A Primeira Tentação de Cristo", que retrata Jesus como um homem gay.

Entre a manhã e o fim da tarde de hoje, um segurança permanecia de prontidão em frente ao local onde ocorreu o atentado. Pela manhã, duas viaturas da PM-RJ (Polícia Militar do Rio de Janeiro) circulavam pela região.

Uma delas rodava em frente ao local onde ocorreu o ataque e parava na esquina com a Rua Visconde de Caravelas. A outra permanecia estacionada na Rua General Dionisio.

Mesmo assim, a movimentação não era considerada atípica por comerciantes que trabalham por ali.

"A única diferença é que agora tem um segurança de prontidão", disse o dono de um mercado ao lado da produtora.

"Só fiquei sabendo que o atentado tinha acontecido aqui na rua porque um cliente comentou. Depois, as meninas [colegas de trabalho] falaram que viram o caso pela TV ", disse a funcionária de um café na rua.

O caso está sendo investigado pela 10ª DP (Botafogo). Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) estiveram na delegacia pela manhã. A especializada está colaborando com as investigações. Procurado pelo UOL, o delegado Marco Aurélio Ribeiro, da 10ª DP, disse que não iria se manifestar. A delegacia aguarda os resultados dos laudos periciais e faz diligências na região.

Cotidiano