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União vai antecipar Bolsa Família e FGTS para vítimas da chuva em MG

Chuvas em Minas Gerais causaram dezenas de mortes - Divulgação Polícia Civil MG
Chuvas em Minas Gerais causaram dezenas de mortes Imagem: Divulgação Polícia Civil MG

Do UOL, no Rio, e colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

26/01/2020 13h07

Após sobrevoo em áreas destruídas pela chuva em Minas Gerais, o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família e do FGTS para as vítimas da tragédia. Segundo ele, a pasta dispõe de R$ 90 milhões para ações imediatas de socorro e assistência aos sobreviventes.

Canuto sobrevoou municípios mineiros ao lado do governador do estado, Romeu Zema (NOVO-MG) e de outras autoridades. Segundo ele, técnicos do ministério vão orientar os prefeitos de pequenas cidades para que demandas por obras de reparo não deixem de ser atendidas por questões burocráticas.

"Nesse momento o mais importante é que a burocracia não impeça que os recursos cheguem e essas pessoas sejam atendidas. Precisamos levar ajuda para aqueles que perderam tudo", afirmou Canuto.

Canuto explicou que os R$ 90 milhões fazem parte de rubricas relacionadas à resposta a desastres e é destinada a todo o país —estados como o Espírito Santo e o Rio de Janeiro também foram afetados pela chuva. No entanto, garantiu que outros recursos podem ser disponibilizados por meio de remanejamentos no orçamento.

O governador Romeu Zema lamentou o número de vítimas e afirmou que todas as unidades da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais estão mobilizadas para receber doações. Ele citou especificamente alimentos não perecíves, produtos de limpeza e higiene pessoal, colchões e lençóis.

"Infelizmente já tivemos um número expressivo de óbitos no estado, muito mais do que em anos anteriores, mas sabemos que a quantidade de chuva foi a maior da história", destacou Zema.

"Importantíssimo que os prefeitos unidos nos apresentem demandas para o Governo Federal possa o quanto antes trazer os recursos necessários para trazer o mínimo de alento a quem perdeu quase tudo que tinha.

Além de Belo Horizonte, Canuto sobrevoou municípios da região metropolitana como Santa Luzia, Contagem, Betim, Raposos, Ibirité, que foram as mais afetadas com as chuvas. Ele foi acompanhado por todos os prefeitos.

"Verificamos no sobrevoo uma necessidade que não é das gestões de hoje, são de gestões passadas, ocupações irregulares, necessidade de obras para conter, politicas para trazer o mínimo de convivência com o desastre. Importante ajudar as cidades da melhor maneira possível. O compromisso do governo federal é utilizar de todas as formas obras de engenharia para minimizar os efeitos adversos em especial a perda de vidas", acrescentou.

Governo divide a ajuda em dois momentos

De acordo com Gustavo Canuto, a ajuda do Governo Federal para o Estado de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro precisa acontecer em dois momentos: primeiro com assistência e depois com obras.

"São várias obras necessárias, agora é assistência e socorro, mas virá a reconstrução das cidades, estruturadas e melhorar a capacidade de convívio com esses desastres. A região de Minas tem sua beleza, mas traz dificuldades inúmeras, uma riqueza grande, vários rios, mas que quando há uma chuva, com volumes grandes, o rios complicam o escoamento da água e inundam as cidades", completou.

Chuva já deixa 37 mortos

De acordo com o último balanço divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais na manhã deste domingo, o número de mortes causadas pela chuva no estado já chega a 37. Também há 25 pessoas desaparecidas.

No total, 58 municípios foram afetados. de acordo com o órgão. O número citado pela Defesa Civil é o maior do que de cidades declaradas em situação de emergência pelo governo mineiro neste domingo: 47.

Além disso, 13.687 pessoas estão desalojadas e outras 3.354 estão desabrigadas, segundo a contabilidade oficial da Defesa Civil mineira.

Cotidiano