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Conteúdo publicado há
4 meses
Sobe para 11 o número de mortos em operação policial no Complexo do Alemão

Marcela Lemos

Colaboração para UOL, do Rio de Janeiro

16/05/2020 13h07

A operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais da PM) em conjunto com a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos da Polícia Civil (Desarme) na manhã de ontem no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, terminou com pelo menos onze mortos, segundo informações da PM.

De acordo, com a corporação, cinco suspeitos foram levados feridos para os hospitais Getúlio Vargas e Federal de Bonsucesso, e não resistiram. Posteriormente, os corpos de outras cinco pessoas foram levadas por moradores até a Avenida Itaóca — via que dá acesso à região conhecida como Nova Brasília, no Complexo do Alemão.

A PM constatou também mais um óbito na região da Fazendinha. O Caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.

"A ação teve como objetivo checar denúncias sobre o paradeiro de um criminoso apontado como liderança do tráfico de drogas local e verificar informações sobre a localização de uma casa usada como esconderijo de fuzis na comunidade", informou a PM.

Segundo a corporação, durante vasculhamento, criminosos armados atiraram contra as equipes do BOPE. Houve reação e após cessar o confronto, em buscas na região, oito fuzis foram apreendidos.

Entre os atingidos está Leonardo Serpa, conhecido como Léo Marrinha, chefe do Pavão Pavãozinho e Cantagalo, na zona sul do Rio. Ele estava evadido do sistema prisional desde 2016 e estava escondido no Alemão.

O delegado Marcus Amim, da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos da Polícia Civil disse que uma equipe localizou Marrinha e o segurança dele em uma casa na comunidade.

"Uma equipe entrou, eles saíram pelos fundos, bateram com outra equipe que fazia o cerco, trocaram tiros, se evadiram e foram encontrados no hospital. Tanto o Leo Marrinha quanto o segurança dele". O segurança integrava o tráfico do próprio Alemão e chefiava também a comunidade Parque Proletário, no Complexo da Penha - no bairro vizinho.

De acordo com moradores, os confrontos começaram às 6 horas da manhã. Barulhos de bombas foram ouvidos. Um blindado da polícia também foi usado na ação.

De acordo com o aplicativo OTT (Onde Tem Tiroteio), que monitora casos de violência, os confrontos acontecem nas regiões conhecidas como Grota, Loteamento, Nova Brasília e Alvorada. Ainda segundo os moradores, os PMs foram alvo de granadas lançadas por traficantes.

"A PM faz muita coisa errada e várias vezes, mas quem lança as granadas é o bandido. Foram muitas hoje. Parecia uma guerra isso aqui mais cedo", diz uma moradora que pediu para não ser identificada.

De acordo com o porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess, um policial militar foi atingido por estilhaços, mas sem gravidade. Ele foi atendido no Hospital da PM e já recebeu alta.

A Polícia Civil informou que "os agentes apreenderam celulares que serão analisados para instruir o inquérito em andamento", informou através de nota.

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