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PRF apreende 120 caixas de hidroxicloroquina contrabandeada do Paraguai

Caminhonete que contrabandeava 3.600 comprimidos de hidroxicloroquina foi parada na BR 153, em Uruaçu (GO) - Divulgação/PRF
Caminhonete que contrabandeava 3.600 comprimidos de hidroxicloroquina foi parada na BR 153, em Uruaçu (GO) Imagem: Divulgação/PRF

Do UOL, em São Paulo

28/05/2020 08h26

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu 3.600 comprimidos de hidroxicloroquina na tarde de ontem na BR 153, em Uruaçu, no norte de Goiás. O medicamento contrabandeado do Paraguai tinha como destino o Maranhão.

A hidroxicloroquina é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para tratar pacientes com covid-19. No entanto, não há estudos que comprovem a eficácia do medicamento no tratamento à doença.

Um dos maiores estudos já publicados, que analisou 96 mil pacientes, apontou que, além de não ser eficaz no combate ao coronavírus, a hidroxicloroquina pode aumentar o risco de morte por problema cardíaco.

Segundo a PRF, em abordagem de rotina, os agentes pararam uma caminhonete com quatro ocupantes. Os homens, com idades entre 29 e 58 anos, alegaram que estavam retornando para casa, na capital maranhense, após trabalharem em São Paulo na produção de um show sertanejo transmitido pela internet.

Durante a revista feita nas bagagens, os policiais encontraram 120 caixas de hidroxicloroquina, com 30 comprimidos cada, dentro de uma das caixas de equipamento sonoro. A embalagem informava que o medicamento era produzido no Paraguai e, portanto, de comércio proibido no Brasil.

Os ocupantes da caminhonete alegaram, inicialmente, terem pego os medicamentos em São Paulo, mas depois afirmaram ter sido em Campo Grande (MS). A PRF suspeita que o remédio entrou no país pela fronteira do Paraguai com o estado de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o grupo, a medicação seria levada para ser distribuída em um hospital de campanha da capital maranhense.

A Vigilância Sanitária de Uruaçu foi acionada e a ocorrência será encaminhada para a Polícia Civil do município, onde seguirá a investigação. Os homens poderão responder por crime contra a saúde pública.

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