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Pesquisadores contestam relaxamento de isolamento em São Paulo

Homem usa máscara de proteção na Avenida Paulista, em São Paulo (29.mai.2020) - Alan Morici/AGIF
Homem usa máscara de proteção na Avenida Paulista, em São Paulo (29.mai.2020) Imagem: Alan Morici/AGIF

Do UOL, em São Paulo

30/05/2020 12h03

Um grupo de professores universitários e pesquisadores lançou neste sábado (30) uma nota técnica onde contesta as medidas de relaxamento do isolamento social e abertura da economia em São Paulo anunciadas pelo governador João Doria (PSDB) para o estado.

De acordo com o grupo, a abertura contradiz os dados do próprio governo sobre a situação da pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, em SP.

Para os grupos reunidos no "Portal Covid" e "Ação Covid-19", que reúnem 66 professores e pesquisadores de diversas universidades do país, a curva de infecções não está sob controle em São Paulo.

"Com o número de casos ainda em ascensão, sem uma clara política de testagem, com a expansão do contágio, das grandes metrópoles para o interior, e com um número ainda alarmante de ocupação de leitos, a redução prematura do isolamento social pode semear o caos no sistema de saúde", afirma o professor Domingos Alves, do Laboratório de Inteligência em Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

"O esforço de três meses de isolamento seria completamente desperdiçado, levando a uma perda desnecessária de vidas", afirma.

"A escolha preliminar dos municípios para se recomendar a abertura de comércio, incluindo a abertura de shopping centers, foi feita sem levar em consideração a emergência e a gravidade da epidemia nesses municípios", afirma José Paulo Guedes, pesquisador da UFABC (Universidade Federal do ABC).

Os pesquisadores apontam o precedente de Blumenau (SC), que após a abertura do comércio viu o número de novos casos da doença aumentar.

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