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Conteúdo publicado há
2 meses
Grande SP será dividida em 5 regiões para flexibilização da quarentena

Do UOL, em São Paulo

29/05/2020 13h06Atualizada em 29/05/2020 16h42

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje que a região metropolitana de São Paulo - que comporta 38 municípios mais a capital, e onde moram quase 22 milhões de pessoas - será dividida em cinco regiões que terão datas e dados próprios de flexibilização da quarentena e da reabertura das atividades econômicas durante a pandemia do novo coronavírus.

Na quarta-feira, o governador já havia anunciado a retomada de serviços no estado a partir do dia 1º de junho, dividindo São Paulo em grandes áreas. O protocolo de reabertura segue critérios como índice de ocupação de leitos de UTI nos hospitais e média de casos e mortos por covid-19.

"Considerando a complexidade, o seu tamanho e a disposição de prefeitos e prefeitas da região metropolitana, agora teremos cinco regiões de saúde. Com essa divisão, será possível ter uma análise mais precisa de critérios técnicos de saúde, classificação de fases de retomada consciente da economia e a definição apropriada para a região metropolitana", disse Doria.

As cinco regiões serão:

  • Alto Tietê (Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano)
  • ABC (Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul)
  • Alto Juqueri (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Mairiporã)
  • Sudoeste (Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande
    Paulista)
  • Oeste (Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba)

A Grande São Paulo era uma das 16 regiões delimitadas pelo estado para seguir o protocolo de flexibilização. No entanto, prefeitos da região metropolitana questionaram o fato de a Capital - que já e uma região administrativa separada - seguir critérios próprios, já que há um grande tráfego diário entre a cidade e os municípios limítrofes.

Segundo o vice-governador Rodrigo Garcia, a decisão foi tomada a pedido dos prefeitos.

O Secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Marco Vinholi, afirma que a divisão em cinco regiões não muda os índices da Grande São Paulo para o dia 1º de junho, quando começa a retomada no estado.

"Para o dia 1º não muda nada. Estão mantidos os índices anunciados na quarta. O desafio deles é melhorar a capacidade hospitalar. Se alcançarem, serão considerados no sistema. Isso vai possibilitar que cada região aumente a quantidade de leitos para quando tiver a retomada consciente", disse.

Como funcionará o plano?

Apesar de a Grande São Paulo agora ser dividida em cinco regiões, todas elas seguirão o mesmo protocolo de fases anunciado durante a semana pelo governador João Doria para a retomada das atividades econômicas.

Cada fase autoriza o funcionamento de determinadas atividades. A forma como o setor econômico poderá abrir varia — normal ou com restrições. Setores que empregam mais, com maior risco de falência e que criam menos risco de transmissão da covid-19 foram priorizados.

Continua vetada a reabertura de espaços públicos, bares, restaurantes, salão de beleza, academia, teatro, cinema e eventos que geram aglomerações (incluindo os esportivos).

Segundo o governo, as fases de reabertura serão reavaliadas a cada 14 dias —a cidade pode avançar para fases com mais liberações ou restrições, dependendo dos índices de contaminação. Prefeitos deverão apresentar fundamentação científica para aberturas maiores. A prerrogativa do relaxamento, no entanto, cabe ao governo do estado.

A situação dos transportes e da educação ainda será definida. Os parâmetros de saúde serão revisados todas as semanas e os indicadores vão determinar se haverá progressão ou regressão de cada região.

As fases e o enquadramento das regiões administrativas

Fase 1 - liberação apenas de serviços essenciais, como está agora

  • Abertos somente os serviços essenciais.

Fase 2 - momento de atenção da pandemia com liberações eventuais

  • Aberto com restrições: atividades imobiliárias, concessionárias de veículos, escritórios, comércio e shoppings.

Fase 3 - momento controlado da pandemia com maior liberação de atividades

  • Aberto com restrições: bares e restaurantes, comércio, shopping e salões de beleza. Aberto sem restrições: atividades imobiliárias, concessionárias de veículos e escritórios.

Fase 4 - momento decrescente da pandemia com menores restrições

  • Aberto com restrições: bares e restaurantes, comércio, shopping, salões de beleza e academias. Aberto sem restrições: atividades imobiliárias, concessionárias de veículos e escritórios.

Fase 5 - momento de controle da pandemia e liberação de todas as atividades com protocolos

  • As atividades podem ser retomadas.

Cotidiano