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SP: Secretário espera justificativa de policiais sobre morte em abordagem

General João Campos, secretário de Segurança Pública, disse que os dois policiais envolvidos na ocorrência são "excelentes" - MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO
General João Campos, secretário de Segurança Pública, disse que os dois policiais envolvidos na ocorrência são "excelentes" Imagem: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo*

10/08/2020 16h57Atualizada em 11/08/2020 10h48

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, General João Campos, disse hoje que o caso do jovem Rogério Ferreira da Silva morto ontem — no dia de seu aniversário — durante uma abordagem policial está sendo investigado e espera que os "excelentes policiais" envolvidos na ocorrência tenham "justificativas que podem ser plausíveis" para o caso.

"Nós sempre lamentamos muito, mas damos assim a atenção as investigações no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) da Polícia Civil, o inquérito da Polícia Militar e da própria Corregedoria. Todos os aspectos serão analisados. Há testemunhas, há gravações de vídeo e tudo isso ocorre com todo o rigor, mas com toda a serenidade que nós esperamos para elucidar esse momento", disse o secretário.

Durante a fala, Campos ainda destacou que os dois policiais envolvidos na ocorrência são "excelentes" e cumprem todas as normas exigidas pela corporação.

"Os dois policiais envolvidos, excelentes policiais, cumpridores de todas as normas e todas as regras, e que nós esperamos que eles possam é ter as justificativas que podem ser plausíveis", explicou o secretário ao ser questionado na coletiva de combate à pandemia da covid-19. Algumas horas após a declaração de Campos, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) anunciou que os policiais envolvidos "foram afastados do policiamento operacional".

O secretário pontuou que o caso "também é trágico", mas tudo indica que a moto utilizada por Rogério seria "fruto de roubo".

"Também temos que considerar a atenção policial numa perseguição de uma motocicleta que, tudo indicava, que estaria como fruto de um roubo. O episódio teve o desfecho que teve."

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública informou que os policiais envolvidos na ocorrência "foram afastados do policiamento operacional" e a Corregedoria da Polícia Militar acompanha as investigações do caso.

"Todas as circunstâncias relacionadas aos fatos são apuradas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) e por meio de IPM (Inquérito Policial Militar), instaurado pela PM. Os policiais envolvidos na ocorrência foram afastados do policiamento operacional. A equipe do DHPP realiza oitivas de testemunhas e familiares do rapaz. A Corregedoria da PM acompanha as investigações", afirmou a secretaria em nota.

Entenda o caso

Rogério Ferreira morreu ontem após uma abordagem policial no Parque Bristol, na zona sul de São Paulo. A polícia informou que um homem estava dirigindo uma moto sem placa quando foi abordado por policiais da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) e não parou o veículo — versão contestada pelos familiares do jovem.

No boletim foi narrado uma perseguição e quando o jovem foi parado, os policiais informam que ele colocou a mão na cintura, simulando o porte de uma arma. Visto a situação, um dos policiais atirou em Rogério. O jovem foi socorrido por moradores até o hospital da região no qual morreu.

A mãe do jovem, Rosiane da Silva, disse à Band que o filho nunca pegou em uma arma, e que a moto que ele utilizava no momento foi emprestada e com o objetivo de dar uma volta no bairro.

"Isso é uma injustiça. O que fizeram com meu filho é injusto. Ele [Rogério] jamais pegou em uma arma. Ele estava muito feliz, eu comprei o bolinho dele, que ainda está na geladeira. Ele disse 'eu te amo, mãe' e saiu", explicou Rosiane.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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