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Apesar da estiagem, Sabesp nega risco iminente de racionamento

Arquivo - Vista da represa dos Rios Jacareí e Jaguari, do Sistema Cantareira, em Joanópolis (SP) - RENATO CÉSAR PEREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Arquivo - Vista da represa dos Rios Jacareí e Jaguari, do Sistema Cantareira, em Joanópolis (SP) Imagem: RENATO CÉSAR PEREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

14/09/2020 09h42

Marco Antonio Lopes Barros, superintendente de produção de água da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), negou hoje que haja um risco iminente de racionamento apesar da forte estiagem.

Em entrevista ao Bom Dia São Paulo, da TV Globo, Barros explicou que a companhia considera o mês de outubro como o de retomada das chuvas, ou seja, setembro já é o período final da estiagem.

Com a retomada das chuvas, a expectativa é de reequilíbrio nos níveis dos reservatórios. O volume do Cantareira, por exemplo, está hoje em 45,1%.

"Nós não temos nenhum risco iminente de racionamento. Nós temos uma estiagem muito forte esse ano, muito semelhante a que aconteceu em 2018, ao que aconteceu em 2014, mas os níveis de todos os reservatórios em conjunto nos permitem falar que não há risco de racionamento para os próximos meses", afirmou.

Questionado se há um nível ideal para as represas nesta época do ano, ele disse que ficar acima de 50%, considerando o conjunto de todos os sistemas da região metropolitana, é considerado bom. "No ano de 2019, nessa mesma época, tínhamos nas represas o acumulado de cerca de 68%, um excelente nível", lembrou.

Apesar da pandemia do novo coronavírus, que exige o reforço das medidas de higiene, como lavar as mãos constantemente, o superintendente ressaltou que a recomendação é para que a população use a água da forma mais racional possível.

"Da época da crise hídrica, tivemos grande colaboração da população e grande parte dos hábitos daquela ocasião se perpetuaram (...) É importante que cada um de nós possa fazer sua parte", pediu.

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