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Conteúdo publicado há
7 meses

Pais criticam agência por ressarcimento após viagem de formatura ser adiada

Viagem organizada pela agência de turismo Amaze Travel - Reprodução/Amaze Travel
Viagem organizada pela agência de turismo Amaze Travel Imagem: Reprodução/Amaze Travel

Tatiana Campbell

Colaboração para o UOL, do Rio

18/12/2020 20h25

O que era para ser uma viagem de comemoração de formatura do Ensino Médio se tornou uma dor de cabeça para familiares de alunos de um colégio particular do Méier, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em setembro do ano passado, pais e alunos fecharam um contrato com a empresa Amaze Travel para uma confraternização em Florianópolis (SC). O pacote? Visitas às praias, passeios de barco, festas, luau, tudo o que os estudantes tinham direito.

A data já havia sido agendada para o fim deste ano. Porém, com a chegada da pandemia do novo coronavírus, as coisas começaram a mudar. Apesar disso, segundo os responsáveis, em nenhum momento a empresa entrou em contato para informar sobre possíveis mudanças.

Na semana passada, a empresa enviou um comunicado por e-mail dizendo aos clientes que a viagem havia sido remarcada com data prevista para o mês de abril de 2021. Ainda no informe, a Amaze Travel disse que a viagem também poderia ser adiada para os meses de outubro/2021 ou dezembro/2021. A empresa também deixou como possibilidade a utilização de valores como créditos em viagens futuras em um dos destinos organizados pela companhia.

Apesar disso, nenhuma das condições ofertadas pela Amaze Travel atendia aos desejos do cliente.

Ao UOL, o jornalista Anderson Ramos, 48, pai de um dos alunos que faria a viagem, diz que se sente lesado financeiramente já que, agora, ao pedir o cancelamento do contrato, a empresaria devolveria 80% do valor integral da viagem.

"Era o sonho do meu filho viajar sozinho pelo colégio com os amigos dele. Ele veio e pediu isso para a gente como presente de formatura. Nos encontramos com uma representante da empresa e ela nos apresentou os projetos e estrutura. No meu caso, paguei a viagem à vista. O pacote completo saiu uns R$ 3 mil", disse.

"A partir daí, ficamos esperando a viagem que iria acontecer agora em dezembro. Com a pandemia, eu deixei evoluir, passou março, abril, junho, não acionei eles. Quando foi agora, no mês passado, como a situação não está controlada e não tem previsão de vacina, eu solicitei o ressarcimento do meu pagamento na íntegra. Não solicitei juros e correções monetárias, apenas pedi que realizassem o depósito do valor completo, porque eu não estava de acordo com a opção que eles deram", acrescentou.

"Eu quero meu dinheiro, paguei à vista e eles estão irredutíveis. Uma das representantes comerciais da empresa aqui no Rio [a sede é em São Paulo] disse que entende o meu lado. Era um sonho que meu filho iria realizar, mas com essa pandemia não tem como viajar. Não tem como em nenhuma hipótese mandar meu filho em abril ou em outubro. Ele já se formou no Ensino Médio, vai fazer o Enem agora em janeiro. Não tem nem condições de no ano que vem ou até em 2022 fazer essa viagem. As novas datas não atendem aos anseios da minha família. Eu preciso do meu dinheiro. O que seria uma passeio na 'Ilha da Magia', terminou de maneira nada mágica", finalizou o jornalista.

Empresa se pronuncia

Procurada pelo UOL, a Amaze Travel informou que "está seguindo a Lei 14.046/20, que garante aos fornecedores de pacotes turísticos a possibilidade de remarcar os serviços, reservas e eventos cancelados devido a pandemia. Informamos ainda que está sendo disponibilizado para todos os passageiros que tiveram suas viagens impactadas a possibilidade de utilização dos valores pagos como crédito para qualquer um de nossos serviços no futuro ou ainda a remarcação da viagem sem custo".

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