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1 mês

Delegado diz desconhecer violência de Jairinho contra mãe de Henry

Heloísa Barrense, Tatiana Campbell e Wanderley Preite Sobrinho

Colaboração para o UOL e do UOL, em São Paulo e no Rio

13/04/2021 14h40

A Polícia Civil do Rio de Janeiro diz não ter informações sobre relatos de que Monique Medeiros, mãe do menino Henry, sofria agressões do namorado, o vereador Dr. Jairinho (sem partido).

Ao UOL Entrevista, o diretor do Departamento Geral de Polícia da Capital, delegado Antenor Lopes Martins Júnior, disse que, até o momento, não existe nos autos da investigação informações sobre violência doméstica, até mesmo por parte da professora.

"Isso não existe oficialmente dentro do inquérito, nada disso foi colhido dentro de qualquer depoimento, isso não foi relatado pela mãe do menino. Nem nos celulares, documentos apreendidos foram encontrados dados que comprovassem que ela fosse vítima de violência doméstica. Isso não existe nos autos, o que existe é uma proximidade dela com ele."

De acordo com a colunista do UOL Juliana Dal Piva, Monique falou a interlocutores nos últimos dias que também era agredida por Dr. Jairinho. A professora está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, cidade da região metropolitana do Rio, suspeita, assim como o namorado, de atrapalharem as investigações do caso.

Para a polícia, Monique teve "várias oportunidades para relatar isso [as supostas agressões] e, até o presente momento, isso não existe oficialmente".

O UOL reafirma a informação publicada na coluna da jornalista Juliana Dal Piva.

O caso

O vereador Dr. Jairinho e a pedagoga Monique Medeiros, padrasto e mãe da criança, foram presos na quinta-feira (8) por suspeita de atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas. Eles são investigados por envolvimento no assassinato.

A pedagoga está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, cidade da região metropolitana do Rio. Ela chegou à unidade na quinta-feira (8) ouvindo gritos em coro "uh, vai morrer". Ela está isolada e deve permanecer assim por um longo período por medidas de segurança.

O menino sofreu 23 lesões pelo corpo, de acordo com os laudos do IML (Instituto Médico Legal) e da reprodução simulada feita no apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde o garoto sofreu as agressões. Entre elas, escoriações, hematomas, hemorragias em três partes da cabeça, infiltrações, contusões nos rins, pulmão e laceração no fígado.

A causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente, como apontado pelo laudo da necropsia.

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