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Idosa viaja 1.350 km para resgatar cachorro desaparecido há 2 anos

A uruguaia Ruth Selena Melendez Ruiz com o cartaz de procura pelo cão - Reprodução/TV Liberal
A uruguaia Ruth Selena Melendez Ruiz com o cartaz de procura pelo cão Imagem: Reprodução/TV Liberal

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/05/2021 18h06

A uruguaia Ruth Selena Melendez Ruiz embarcou em uma viagem de cerca de 1.350 km para resgatar Charlie, seu cachorro caramelo que estava perdido desde 2019. O animal foi adotado por ela em 2016, mas acabou fugindo. O reencontro aconteceu na última segunda (17).

Moradora de Alfredo Wagner, no interior de Santa Catarina, Ruth vivia com Charlie em Uberlândia até 2018, quando teve que voltar à sua terra natal para cuidar da sogra, segundo a TV Integração, afiliada da TV Globo.

Ela deixou Charlie com a filha que, por sua vez, também precisou viajar e levou o cão a uma casa de conhecidos.

Ruth só soube da fuga do animal quando retornou ao Brasil e passou a morar no na região sul do país, em 2020.

Ruth acaricia Charlie após reencontrá-lo - Reprodução/TV Integração - Reprodução/TV Integração
Ruth acaricia Charlie após reencontrá-lo
Imagem: Reprodução/TV Integração

A uruguaia fez de tudo: imprimiu e colou cartazes nas ruas, publicou imagens nas redes sociais e até contratou um carro de som anunciando a recompensa de R$ 1.200 pelo encontro do animal.

Após boatos de que o cão estiva em Uberlândia, a idosa pediu para o filho o negociar o resgate.

"Do fundo do meu coração eu achava que não encontrá-lo. Me disseram que ele tinha morrido, depois disseram que ele foi encontrado e que foi resgatado. Então decidi ir eu mesma negociar", conta Ruth.

No dia 6 de maio a tutora alugou um quarto na casa da mineira Francinete Silva Dias que, comovida pela saga, ajudou a senhora mostrando os atalhos da cidade mineira de Uberlândia e nas proximidades de Mirandópolis e Machado.

Somente depois de duas semanas Ruth finalmente reencontrou Charlie em uma das Chácaras Douradinho, no município de Machado.

A família que cuidava de Charlie, porém, disse que só o entregaria mediante ao pagamento da recompensa, o que já não era problema para a estrangeira, que destinou suas economias aos cuidadores do vira-lata.

"Eu estou sentindo muita felicidade porque eu tinha medo de não encontrar o cachorro e agora eu estou indo com ele. Essa era a minha missão e eu estou muito feliz", diz Ruth.

Sem poder transportar o animal no ônibus, a idosa agendou três caronas diferentes por aplicativo para chegar em casa em uma viagem de três dias a Alfredo Wagner.

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