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Jovem encontrada morta com amiga veio a SP buscar "vida melhor", diz irmã

A polícia encontrou os corpos das jovens Julia Renata Garcia Rafael e Cláudia Cristina Pinto Menezes, que estavam desaparecidas desde o dia 3 de junho, em São Paulo - Reprodução/Facebook
A polícia encontrou os corpos das jovens Julia Renata Garcia Rafael e Cláudia Cristina Pinto Menezes, que estavam desaparecidas desde o dia 3 de junho, em São Paulo Imagem: Reprodução/Facebook

Andréia Martins

Do UOL, em São Paulo

16/06/2021 15h17Atualizada em 16/06/2021 15h29

A irmã de Cláudia Cristina Pinto, 25, uma das duas jovens encontradas mortas em São Paulo após 12 dias desaparecidas, contou ao UOL que a vítima, natural de Manaus, estava na capital há três meses e veio "buscar uma vida melhor" na cidade. Ela diz que notou que algo estranho quando percebeu que, além de não responder, Claudia não estava visualizando as mensagens no celular.

"Minha irmã era mãe de um menino de 9 anos, foi para São Paulo em busca de uma vida melhor. Nos falávamos todos os dias e ela sempre que pôde me ajudou, não temos muitas condições, mas sempre nos ajudávamos. Ela foi a primeira vez [para São Paulo] há três anos e voltou a Manaus e depois a São Paulo há pouco mais de três meses", disse Simone da Silva Almeida, em conversa por telefone.

Ontem, a Polícia Civil de São Paulo encontrou os corpos de Claudia e de Júlia Renata Garcia no km 48 do Rodoanel, na divisa entre a capital com o município de Itapecerica da Serra. As duas jovens eram amigas estavam desaparecidas desde o dia 3 de junho após irem a uma festa na boate Paraíso na Laje, em Paraisópolis, zona sul de São Paulo.

Segundo Simone, Claudia veio em busca de trabalho e tinha o plano de comprar um terreno para construir uma casa própria. O sobrinho mora com a avó em Manaus, assim como toda a família. Ela falou com a irmã pela última vez no dia 2 de junho, véspera do desaparecimento, e conta que não notou nada estranho. "Estava tudo bem. Ela só foi para a festa pelo convite da Júlia".

Ela diz que não conhecia a outra vítima e não soube dizer se a irmã frequentava festas em Paraisópolis. Mais tarde, estranhou que Claudia não retornava as mensagens. "Tentei entrar em contato e ela não respondeu minhas mensagens nem ligação, aí meu filho notou que ela não visualizava [as mensagens] e só caia na caixa postal. Conseguimos o contato da colega de quarto onde ela morava. Foi ela quem fez o B.O. e o reconhecimento [do corpo]", disse.

Para o delegado Fabio Lopes, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), a suspeita é de que os corpos tenham desenterrados de outro local e transferidos para a rodovia depois que a policia intensificou as buscas na comunidade de Paraisópolis. Ainda segundo o delegado, os corpos continham cal, o que acelera o processo de decomposição.

Simone disse que a família aguarda a liberação do corpo para se despedir da irmã, que será sepultada em Manaus.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que os corpos foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) em estado de decomposição e passam por exames para identificar a causa da morte.

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