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Caso Lázaro: Polícia impõe sigilo de cinco anos sobre operação, diz jornal

Lázaro Barbosa, cuja busca mobilizou centenas de agentes - Reprodução
Lázaro Barbosa, cuja busca mobilizou centenas de agentes Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

25/07/2021 10h56

A Polícia Civil de Goiás impôs sigilo de cinco anos às informações sobre a operação de buscas a Lázaro Barbosa, morto no dia 28 de junho em Águas Lindas de Goiás (GO).

O caso foi revelado pelo jornal Correio Braziliense, que solicitou acesso a dados como os custos envolvidos para capturar o criminoso por meio de um pedido feito via LAI (Lei de Acesso à Informação).

No pedido, foram questionados dados referentes ao valor investido na operação, quantos quilômetros foram monitorados nas buscas, o combustível gasto por viaturas e helicópteros, além do gasto com o efetivo deslocado para atuar no Distrito Federal e nos arredores. A caçada a ele mobilizou 270 policiais.

Segundo a reportagem, no entanto, a Delegacia-Geral argumentou que a divulgação das informações colocaria em risco a instituição.

"As informações não se restringem somente ao caso encerrado, mas fazem parte de toda a estrutura pertencente à Polícia Civil, usada em outras circunstâncias, e, também, a projetos que ainda nem foram implementados. A divulgação desses dados vulnerabiliza a instituição em sua função investigativa, pondo em risco a segurança e o sucesso de outras apurações", diz um documento, assinado pelo delegado-geral adjunto Deusny A. Silva Filho e apresentado pelo jornal.

Lázaro, suspeito de matar uma família no DF e de outros crimes também em Goiás, foi morto após 20 dias de buscas. Fotos do corpo indicam que ele foi atingido por mais de dez tiros da cintura para cima, incluindo a cabeça.

Investigação da Polícia Civil de Goiás aponta a existência de uma organização criminosa por trás dos crimes praticados por Lázaro — ele pode ter agido a mando de fazendeiros, empresários e políticos da região de Cocalzinho de Goiás.

No início de julho, o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, 73, se tornou réu por ter ajudado a esconder Lázaro. Evangelista também responderá por posse ilegal de armas de fogo. Ele foi solto na semana passada e agora está utilizando tornozeleira eletrônica.

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