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Novo cangaço: Preso líder de roubo que aterrorizou moradores de Cametá (PA)

Agência do Banco do Brasil em Cametá ficou destruída após assalto em dezembro de 2020 - Divulgação/Governo do Pará
Agência do Banco do Brasil em Cametá ficou destruída após assalto em dezembro de 2020 Imagem: Divulgação/Governo do Pará

Luciana Cavalcante

Colaboração para o UOL, em Belém

22/10/2021 17h52Atualizada em 23/10/2021 09h14

Um dos maiores assaltantes de bancos e carros-fortes do Brasil foi preso hoje em Açailândia (MA), a 562 km de São Luís. Contra Genilson Oliveira da Silva, conhecido como "Matuto", há 10 mandados de prisão abertos em quatro estados. Segundo a Polícia Civil do Pará, ele foi o responsável por toda a logística do assalto ao Banco do Brasil do município de Cametá (PA), em dezembro do ano passado.

O suspeito, que é pernambucano, teria sido o encarregado de conseguir armas e explosivos para a ação criminosa, e atuava em estados do norte e nordeste, diz a polícia. A ação da quadrilha da qual ele era integrante simultaneamente promovia ataques à polícia e a tomada de um município de forma violenta para gerar pânico, em movimento que ficou conhecido como "novo cangaço". Em Cametá, eles fizeram reféns e a investida terminou com um morto e um ferido.

Ele é natural da cidade de Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco, e chegou ao Pará em 2017, já como foragido, tendo realizado, entre os anos de 2017 e 2020, diversas ações do 'novo cangaço' e ataques a carros-fortes em vários estados do Brasil, como Pará, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Bahia e Paraíba
Walter Resende, delegado-geral de polícia civil do Pará

Assalto - Reprodução rede social  - Reprodução rede social
Quadrilha fez reféns em Cametá (PA) durante assalto, em ação que terminou com um morto e um ferido
Imagem: Reprodução rede social

Genilson já tinha 10 mandados de prisão por esses crimes, sendo três no Pará, três no Tocantins, dois em Pernambuco e dois na Bahia. "Com mais uma prisão, vamos dar continuidade às investigações para identificar outros membros da associação criminosa e continuarmos o trabalho de combate à criminalidade", adiantou o policial.

O suspeito foi encaminhado a uma penitenciária de segurança máxima no Pará. O UOL tenta localizar o representante legal de Genilson para que a defesa se manifeste, mas, até o momento, não há advogado apontado no processo. Assim que houver manifestação, este espaço será atualizado.

Assalto cinematográfico

A ação do grupo foi registrada na noite de 2 de dezembro, no município localizado a 235 km de Belém. Mais de 20 bandidos armados com armas de grosso calibre, incluindo fuzis, se dividiram entre o Batalhão da Polícia Militar da cidade, isolando os policiais, e a agência do Banco do Brasil, no Centro.

Os bandidos usaram explosivos para acessar o prédio e também fizeram reféns. Um deles morreu e outro ficou ferido. A ação durou pouco mais de uma hora e os bandidos conseguiram fugir. Desde então, sete integrantes já haviam sido presos até Genilson ser localizado.

O assalto ocorreu um dia após os ataques a duas agências do Banco do Brasil em Criciúma (SC). Na época, a polícia suspeitou que os crimes tivessem relação, hipótese foi descartada posteriormente pelas investigações.

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