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Viagens e relógio de R$ 350 mil: como agia grupo que fazia selfie em furtos

Cinco suspeitos foram presos hoje enquanto voltavam do Rio de Janeiro  - Reprodução/TV Globo
Cinco suspeitos foram presos hoje enquanto voltavam do Rio de Janeiro Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

28/10/2021 12h51Atualizada em 28/10/2021 14h34

Viagens de luxo, presença nas mais badaladas casas noturnas do país, aluguel de carros de alto padrão e gastos muito acima da média para cinco jovens com idades entre 18 e 21 anos. Segundo a polícia, assim era a vida dos suspeitos de integrarem um grupo especializado em furtos em apartamentos de luxo, presos ontem enquanto passavam por um pedágio na rodovia Presidente Dutra, na altura de Pindamonhangaba.

Durante os crimes, o grupo tirava pausas para registrar selfies dentro dos imóveis invadidos. O delegado Paul Henry Verduraz, titular da Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de São Bernardo do Campo, afirma que a quadrilha do qual os suspeitos fazem parte agia há pelo menos cinco anos e atuava em diversas capitais do país como Rio de Janeiro, Campo Grande, Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza. A polícia estima que ao menos cem furtos já foram cometidos por eles.

Não dá para mensurar o prejuízo que eles causaram às vítimas porque eles gastavam tudo levando uma vida de luxo com viagens aos melhores resorts, alugando carros de luxo, comprando camarotes em baladas, gastando com roupas e com coisas supérfluas.

Ontem, durante a prisão do grupo, a polícia encontrou um relógio avaliado em R$ 350 mil, um brilhante e diversas joias que ainda não tiveram o valor avaliado. Os objetos de luxo seriam de vítimas que tiveram os apartamentos invadidos na semana passada no Rio de Janeiro. Foram três crimes na capital carioca no período.

Os suspeitos viraram alvo de investigação policial no mês passado, após uma investida contra um condomínio no bairro Santa Paula, em São Caetano do Sul, no ABC paulista. Segundo a Polícia Civil, os cinco suspeitos já eram conhecidos da polícia e começaram a praticar os crimes antes mesmo de completarem 18 anos.

"Já sabíamos a identidades dos jovens e tínhamos mandados de prisão contra eles, mas não conseguíamos encontrá-los. Nos endereços usados, eles nunca estavam e, como viajavam muito, era difícil saber onde estariam. Mas com a ajuda da tecnologia conseguimos localizá-los e passamos a monitorar os celulares até conseguir fazer a prisão", acrescentou Paul Henry.

Para cometer os furtos nos imóveis de luxo, os bandidos fingiam ser moradores, enganavam os porteiros e seguranças para entrar nos prédios e selecionavam os imóveis que seriam invadidos. Parte dos produtos furtados eram vendidos na internet.

A polícia acredita que, pelo menos, 30 pessoas integram a quadrilha e todos os integrantes têm funções bem definidas dentro do bando.

"Os cinco presos eram os responsáveis pelo furto em si. Enquanto dois entravam no imóvel, três faziam a cobertura da área. Além deles, há os que são responsáveis por selecionar as vítimas, os que investigam os alvos e analisam como é a rotina deles e outros são responsáveis por levantar as informações dos prédios e funcionamento do local a ser invadido", explica o delegado.

As investigações apontaram que as vítimas eram, em sua maioria, selecionadas por redes sociais. Os suspeitos passavam a seguir pessoas que levam uma vida de luxo até descobrirem seus endereços e hábitos, diz a polícia, que agora trabalha para identificar os demais integrantes da quadrilha.

A polícia não divulgou o nome dos suspeitos presos e, portanto, não foi possível encontrar a defesa deles.

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