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'Não houve momento em que não tive medo', diz Tamara Klink sobre travessia

Colaboração para o UOL

25/11/2021 12h01Atualizada em 25/11/2021 12h11

O medo é tão necessário quanto a coragem. A avaliação é da velejadora Tamara Klink, que, aos 24 anos, se tornou a brasileira mais jovem a atravessar o Oceano Atlântico. Em entrevista ao UOL News hoje (25), ela revela que sentiu um medo constante.

"Não houve nenhum momento em que não tive medo", disse a filha do velejador Amyr Klink.

Mas um dos medos que Tamara conseguiu reduzir com a travessia foi o de depender da aprovação de outras pessoas. "Me sinto com mais autonomia para tomar decisões, muito menos medo das pessoas que dizem que não sou capaz. Descobri depois que velejadores que eu admiro não acreditavam que eu terminaria a travessia", contou.

Empoderamento feminino

Durante a entrevista, Tamara Klink também disse que recebeu relatos de mulheres que se sentiram encorajadas por sua história. "Mulheres motivadas a acreditar nos seus sonhos. Mulheres que queriam fazer doutorado, ter ou não ter filho, que se separaram ou também se uniram", revelou.

Tamara também quer que a vela seja o esporte mais inclusivo. "A vela ainda exclui uma grande parcela da população. Tem poucos negros, muito menos mulheres também. Trabalho para que isso mude", disse.

A velejadora vai lançar dois livros: "Mil Milhas", que relata a primeira travessia dela sozinha, e "Crescer e Partir", poesias escritas por ela. "No mar, a gente precisa ser a nossa própria fonte de carinho e motivação."

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