PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Conteúdo publicado há
4 meses

Governador de Minas lamenta mortes e diz que visitará Capitólio no domingo

Do UOL, em São Paulo

08/01/2022 21h33Atualizada em 08/01/2022 22h27

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lamentou hoje as sete mortes causadas pelo desabamento de uma rocha em um cânion no Lago de Furnas, em Capitólio, a cerca de 290 km de Belo Horizonte. Ele também disse que irá à cidade amanhã (9) "para saber como estão essas buscas quanto à tragédia", segundo informou em entrevista à GloboNews.

Mais cedo, nas redes sociais, Zema já havia prestado solidariedade à família das vítimas.

"Sofremos hoje a dor de uma tragédia em nosso estado, devido às fortes chuvas, que provocaram o desprendimento de um paredão de pedras no Lago de Furnas, em Capitólio. O governo de Minas está presente desde os primeiros momentos através da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Os trabalhos de resgate ainda estão em andamento", escreveu.

Solidarizo com as famílias neste difícil momento. Seguiremos atuando para fornecer o apoio e amparo necessários.
Romeu Zema, governador de Minas

O acidente aconteceu por volta do meio-dia, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Quatro embarcações foram atingidas, direta e indiretamente: EDL, da qual 14 pessoas foram resgatadas com vida; Jesus, com dez pessoas resgatadas com vida); uma lancha vermelha, sem identificação (dez vítimas socorridas); e Nova Mãe (nove vítimas foram socorridas).

As três vítimas que seguem desaparecidas estavam na lancha de nome Jesus.

As autoridades estimam que de 70 a 100 pessoas estavam no local, agora isolado e fechado, no momento do desabamento. A Marinha do Brasil informou que vai instaurar inquérito para "apurar causas, circunstâncias do acidente/fato ocorrido".

"Tira a lancha, vai cair"

Turistas que estavam em uma embarcação em um cânion em Capitólio perceberam que haveria a queda de uma rocha antes do acidente deste sábado (8), de acordo com o relato de um guia de turismo que estava no local. (Ouça abaixo)

Pedro Henrique Cunha Chaves narrou ao UOL momentos de tensão. Ele afirma que não havia aviso dos órgãos oficiais de que o paredão apresentava riscos e poderia ceder.

Com a voz embargada, Chaves disse que percebeu que as pedras iriam cair sobre a lancha em que estava, e pediu para o condutor tirar a embarcação rapidamente.

Eu olhei pro piloto e falei 'tira a lancha, tira a lancha. Vai cair, tá caindo pedra'."
Pedro Henrique Cunha Chaves, guia de turismo

Cotidiano