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RS: Porto Alegre tem 3º dia mais quente da história; 11 cidades batem 40ºC

Orla do Lago Guaíba, em Porto Alegre - Luciano Nagel/UOL
Orla do Lago Guaíba, em Porto Alegre Imagem: Luciano Nagel/UOL

Do UOL, em São Paulo

17/01/2022 10h34Atualizada em 17/01/2022 10h34

Porto Alegre registrou ontem o dia mais quente do ano - e a terceira maior temperatura da história. Os termômetros na cidade chegaram a marca máxima de 40,1 ºC. O calor, por sua vez, não ficou restrito à capital gaúcha e o estado do Rio Grande do Sul teve ao menos 11 municípios ultrapassando os 40 ºC. Entretanto, de acordo com a previsão do tempo, o calor deve amenizar hoje com a chegada de uma frente fria.

Até ontem, a maior temperatura do ano em Porto Alegre foi registrada no dia 14 de janeiro, com 37,8 °C. Segundo a Climatempo, essa é a terceira vez que os termômetros da capital gaúcha registram temperaturas na marca dos 40 °C. A última vez foi no dia 31 de dezembro de 2019, quando a temperatura alcançou a marca de 40,3 °C. As medições são feitas na estação meteorológica do Jardim Botânico, pelo Instituto Nacional de Meteorologia, que começou a registrar as temperaturas da cidade em 9/12/1909.

O forte calor também foi sentido em cidades do interior. A cidade de Uruguaiana, que fica na fronteira com a Argentina, registrou a maior temperatura do estado neste ano, com 41,8 °C, Até então, a maior temperatura tinha sido registrada na cidade de Quaraí no dia 12 de janeiro, quando os termômetros marcaram 41,5 °C. Ontem, a cidade registrou 41,2 °C, ocupando a terceira posição do dia. À frente, ficou Teutônia, com 41,7 °C.

Campo Bom também registrou altas temperaturas, chegando a marca de 41,0 °C, seguida por Rio Pardo (40,8 °C), São Gabriel (40,6 °C), Alegrete (40,5 °C), Santa Maria (40,2 °C), Porto Alegre (40,1 °C), São Vicente do Sul (40,1 °C) e São Luiz Gonzaga (40,1 °C). No momento, uma onda de calor rara atinge as cidades gaúchas, além de regiões da Argentina, do Uruguai e do Paraguai.

Apesar das temperaturas, o calor deve amenizar ainda hoje com a chegada de uma frente fria, que provocará o aumento da nebulosidade e as pancadas de chuva. No entanto, apesar da mudança, a previsão é que os próximos dias ainda sejam quentes e abafados.

Estiagem e onda de calor

Mais de 200 municípios do Rio Grande do Sul decretaram situação de emergência devido a uma estiagem que assola o estado desde o ano passado. Ao UOL, a Seapdr (Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural) informou que de acordo com dados do Emater, haviam 195 mil propriedades rurais atingidas com perdas referentes à estiagem e 10,2 mil famílias sem acesso à água ao fim da primeira semana deste ano.

A falta de precipitações no Rio Grande do Sul está ligada à incidência do fenômeno La Niña, que provoca chuvas irregulares e mal distribuídas no estado.

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