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SP: Moradora aproveita calor de 36º C e frita ovo no sol: "em 10 minutos"

Moradora frita ovo em frigideira com calor do sol - Arquivo Pessoal
Moradora frita ovo em frigideira com calor do sol Imagem: Arquivo Pessoal

Simone Machado

Colaboração para o UOL, em São José do Rio Preto (SP)

25/01/2022 16h48Atualizada em 25/01/2022 16h53

O forte calor registrado em Boraceia, no interior de São Paulo, despertou uma curiosidade na empregada doméstica Julia Camila Pereira de 24 anos. Será que é possível fritar um ovo apenas com o calor do chão? Junto com familiares, a jovem decidiu fazer o teste e para a surpresa de todos deu certo.

Julia relata que a ideia surgiu quando ela estava tomando café da tarde com alguns familiares na casa onde mora, no domingo (23). O termômetro, por volta das 15h, marcava 36 graus com sensação térmica de 38 graus.

"Estávamos comentando como estava muito calor naquela tarde e nisso alguém brincou que estava tão quente que era possível fritar um ovo no chão. Foi aí que tivemos a ideia de fazer o teste. Colocamos um ovo na frigideira e a colocamos em cima do muro. Não deu nem 10 minutos e o ovo começou a fritar", conta Julia.

ovo - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Julia usou as redes sociais para mostrar o resultado
Imagem: Arquivo Pessoal

O experimento surpreendeu a doméstica e também os familiares, que acreditavam que o feito não era possível. Na mesma tarde, Julia publicou um vídeo e fotos da brincadeira nas redes sociais.

"A intenção era alertar as pessoas sobre os perigos do sol forte. É importante cuidar da hidratação dos idosos, dos que vivem nas ruas e também dos animais, pois o calor excessivo pode matar", acrescenta a doméstica.

Experimento é verdadeiro?

O professor de química Bruno Corte Alves de Souza explica que sim, é possível fritar um ovo usando apenas o calor do sol, como no experimento feito pela Julia.

Segundo ele, isso é possível devido à composição do alimento que se transforma nas altas temperaturas - independentemente de ser gerada pelo fogo ou pelo sol.

"O ovo de galinha sem casca é composto principalmente por água, proteína e lipídios, variando a proporção entre a gema e a clara. Uma classe dessas moléculas, a proteína, sofre o processo desnaturação, quando entra em contato com altas temperaturas, fazendo com que ela mude sua estrutura passando de cru para frito", explica Souza.

Ainda segundo o professor, não existe uma temperatura exata para isso acontecer, mas com um calor beirando os 40 graus já é possível fritar um ovo no asfalto.

"Não tem uma temperatura exata porque cada parte do ovo é composto por um tipo de molécula e cada uma delas muda de estado em uma temperatura diferente. O que a temperatura mais alta ou mais baixa vai alterar é a velocidade com que o ovo será frito", acrescenta.

"O ovo feito pela moradora ficou com aspecto não muito atraente porque passou do ponto e evaporou muita água dele, o mesmo aconteceria se fosse feito no fogo e também passasse do ponto", finaliza o docente.