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GO: Coordenador é indiciado após aluna sofrer queimaduras dentro de escola

Caso ocorreu em colégio estadual de Anápolis, em Goiás - Reprodução
Caso ocorreu em colégio estadual de Anápolis, em Goiás Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

14/05/2022 17h15Atualizada em 14/05/2022 17h24

Um coordenador pedagógico foi indiciado pela Polícia Civil de Goiás depois que uma aluna que teve mais da metade de seu corpo queimado durante um experimento em uma escola de Anápolis (GO). O inquérito foi concluído na última sexta-feira (13).

O caso ocorreu em novembro do ano passado. Segundo a polícia, quatro estudantes realizavam um experimento chamado de "fogo invisível" antes do acidente. A adolescente de 16 anos teve 60% do corpo queimado — ela ficou mais de dois meses internada — e um outro aluno teve ferimentos leves.

As aulas, na época, estavam acontecendo à distância, mas, segundo a polícia, o grupo pediu ao coordenador do Colégio Estadual Professor Heli Alves Ferreira para que pudessem usar uma sala para realizar o experimento.

O coordenador autorizou o uso da sala, mas informou à polícia que não foi avisado do uso do álcool. Nenhum professor acompanhou o experimento do grupo.

Como o coordenador liberou a sala para os estudantes, a polícia entendeu que ele "efetivamente" assumiu a "responsabilidade de resguardá-los de quaisquer perigos, zelando pela integridade física deles".

A conclusão do inquérito também apontou que o profissional também não se "inteirou com a professora responsável sobre o referido experimento e seus potenciais riscos, deixando os alunos sem supervisão". A polícia cita crime de abandono de incapaz, com lesão grave ou gravíssima.

A reportagem tenta localizar o contato da defesa do coordenador pedagógico e da direção da escola.

Ato infracional

A polícia também investiga a conduta de um dos alunos que teria ficado responsável por avisar o coordenador do experimento e ingredientes a serem usados.

"Foi encaminhada cópia dos autos à Depai (Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais), a fim de que seja apurada a sua conduta, ato infracional possivelmente análogo ao crime de incêndio culposo com aumento de pena por resultar em lesão corporal", informou a Polícia Civil.

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