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Casa invadida em GO: alvo da polícia teria levado informações a criminosos

A advogada Jennifer Nayara Caetano de Souza, presa após policiais invadirem casa errada durante operação em Aparecida de Goiânia (GO), é suspeita de levar informações para criminosos em uma unidade prisional do estado.

O que aconteceu

Jennifer é apontada pela Polícia Civil de Goiás como uma espécie de informante para traficantes. Ao UOL, o advogado da suspeita, Jean Fillipe Alves, explicou que ela foi detida em um desdobramento da operação Veritas, deflagrada em 2022, que investiga advogados suspeitos de levarem informações para criminosos.

Suspeita está presa preventivamente. Jean Fillipe destacou que Jennifer "não possui sentença condenatória em seu desfavor" e que a investigação não foi concluída. "A representação pela prisão preventiva, como consignado na própria decisão, veio 'com vistas a instruir o inquérito policial' em andamento".

Advogado disse que Jennifer não vai comentar em relação à família que teve a casa invadida por engano. Em nota, a Polícia Civil negou que tenha havido erro no endereço e afirma "haver ligação entre a casa objeto da busca e a pessoa que se buscava prender".

Entenda o caso

A Polícia Civil de Goiás invadiu uma casa em Aparecida de Goiânia na última quinta-feira (11). Os moradores gravaram a ação e acusaram os agentes de entrarem na casa errada. Os agentes arrombaram o portão do imóvel, que fica no bairro Jardim Industrial.

Ao entrar, uma policial apontou uma arma para a mulher que gravava a invasão. No vídeo, é possível ver uma policial mandando a moradora ficar quieta e impedindo que ela, sob a mira de uma arma, saísse de casa.

Ao mostrarem o mandado judicial, os policiais anunciaram o nome de uma mulher que, segundo os moradores, não vive ali. "Vocês bateram na casa errada", rebate a moradora.

O Deic (Delegacia Estadual de Investigações Criminais) tinha autorização para entrar na residência, segundo a PCGO. "O mandado de busca e apreensão foi cumprido no endereço correto, constante da ordem judicial, o qual foi obtido mediante investigação técnica, baseada em elementos decorrentes de quebra de sigilo telemático e vigilância policial in loco", afirma a nota.

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Os policias civis teriam chegado ao endereço às 6h da manhã. Após chamarem os moradores "por diversas vezes", afirma, eles "recusaram-se a abrir o portão, claramente cientificados de que a polícia encontrava-se à frente para cumprirem ordem judicial".

Após a desobediência reiterada dos moradores, houve a necessidade de entrada forçada na residência, sendo exigida, em seguida, a contenção dos ânimos.
Polícia Civil de Goias, em nota

A polícia alega que "havia uma ligação entre a casa objeto da busca e a pessoa que se buscava prender". "Tanto é, que esta foi presa em frente à residência citada no mandado judicial", segue a justificativa.

Questionada pelo UOL se a suspeita mora na casa invadida, a polícia não respondeu. Nas redes sociais, um dos moradores da casa, Thassio Silva, afirmou ser vizinho da mulher procurada. Ele afirma que, durante a invasão, "ela saiu da casa dela por livre e espontânea vontade para ver o que estava acontecendo e se deparou com a situação".

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