Conteúdo publicado há 1 mês

Idoso morto em banco: Mulher presa foi hostilizada por detentas, diz defesa

Érika de Sousa Vieira Nunes, suspeita de levar um idoso morto a uma agência bancária para tentar sacar um empréstimo, foi hostilizada por detentas no presídio de Benfica, afirmou a advogada de defesa Ana Carla de Souza Correa.

Em entrevista ao UOL News nesta segunda (22), a advogada disse ainda que sua cliente "visivelmente não estava bem" e que "reúne condições para responder em liberdade".

Ela me relatou que algumas presas não a teriam recebido bem quando ela ingressou na unidade prisional de Benfica. Teriam jogado água e comida em cima dela. Quando recebeu essa retaliação de algumas presas, ela me pediu auxílio para que pudesse ficar separada desse grupo. Na unidade de Bangu, onde se encontra agora, não há qualquer tipo de retaliação.

O que ela disse e a defesa deixou claro foi em relação à unidade de Benfica. Não dizendo que ninguém a recebeu bem, mas as detentas, em um primeiro momento, levaram um susto com ela. Talvez até pelo clamor social e porque não tinham visto o outro lado da moeda.

A Érika deixou bem claro para mim que em momento algum ela foi destratada, retaliada ou sofreu qualquer tipo de represália por parte das autoridades. Pelo contrário; ela falou que foi muito bem tratada, conforme a lei. Todos receberam bem os familiares e as testemunhas para depor. Isso é inegável. Ana Carla de Souza Correa, advogada de defesa

No banco, Erika estava em fase de negação

A advogada reforçou que os problemas psiquiátricos de Érika são um elemento importante para explicar a conduta dela.

Foi um fator determinante. Uma pessoa que passa por problemas psiquiátricos e tem algumas condições psicológicas somadas não consegue perceber a realidade dos fatos.

Em contrapartida, o que pode ser confirmado posteriormente com um perito judicial, ela estava em uma fase de negação. Ainda que talvez ela entendesse que ele estava desfalecido, o intelecto dela não aceitava naquele momento a possibilidade de que ele estava morrendo ou estaria morto. Acredito que a Érika não sabia que o tio estava morto.

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Ela só compreendeu o momento do falecimento quando o Samu entra e, depois de prestar os primeiros socorros, verifica que ele não tem nenhum tipo de reação. Ana Carla de Souza Correa, advogada de defesa

Érika reúne condições para responder em liberdade, diz advogada de defesa

Ana Carla defendeu que Érika reúne as condições necessárias para responder ao processo em liberdade.

Quando eu a acompanhei à sede policial, ela estava visivelmente alterada. Percebia-se pela fala, pelo olhar. (...) Independentemente de qualquer condição psiquiátrica que ela possa ter ou não, ela preenche os requisitos constitucionais para responder ao processo em liberdade. É isso pelo que estamos lutando nesse primeiro momento. Ana Carla de Souza Correa, advogada de defesa

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