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Russomanno é marionete de Bolsonaro, que é o mal maior, diz Orlando Silva

Orlando Silva (PCdoB) participa de entrevista no SBT - Reprodução/SBT
Orlando Silva (PCdoB) participa de entrevista no SBT Imagem: Reprodução/SBT

Do UOL, em São Paulo

19/10/2020 18h04

Candidato à Prefeitura de São Paulo, Orlando Silva (PCdoB) disse que o rival Celso Russomanno (Republicanos) é uma "marionete" do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante entrevista concedida ao SBT, na tarde de hoje.

"Farei de tudo para derrotar Celso Russomanno, que é o candidato de Jair Bolsonaro, ele que é o 'pastel de vento'. Deu entrevista ontem ao jornal Folha de S.Paulo e o que mais falou foi 'não sei', 'não vou responder', 'não é meu assunto'. Isso é ridículo. Russomanno é uma marionete de Bolsonaro e minha luta é para derrotar esse tipo de gente. Gente que não gosta de povo, que não faz política para garantir direitos para o povo", disse Orlando Silva.

O candidato também criticou a atuação do presidente da República, principalmente em relação à Amazônia e ao Pantanal, e defendeu uma frente ampla de partidos da esquerda contra o chefe do Executivo.

"Quem defende a 'frente ampla', e eu defendo, defende frente ampla anti-Bolsonaro, porque, ao nosso ver, o Bolsonaro é o mal maior que o Brasil vive hoje, pela desorientação de sua política econômica. Não tem rumo", criticou Silva.

"Quando foi eleito, a expectativa era que a economia crescesse 2,5%. Não cresceu nem 1% em 2019. (O ministro da Economia) Paulo Guedes não tem nenhuma noção de como conduzir a economia do país. E Bolsonaro é esse desastre político, desmoraliza o país no mundo inteiro, Amazônia em chamas, Pantanal em chamas e ele diz que está tudo bem", completou.

Silva também falou sobre planos de governo para incentivo e inclusão da população negra no mercado de trabalho.

"É importante que a gente compreenda que não pode ter democracia com racismo, assim como não pode ter democracia com machismo. Temos que respeitar o lugar das mulheres, negros e de todos que constroem a vida no país", disse ele.

"Tem gente que se incomoda com isso, porque essa diferença? Repondo com um dado que saiu hoje no UOL do anuário da segurança pública no Brasil. De cada dez pessoas mortas pela polícia 8 são negras, é um exemplo. Poderia falar do emprego, do acesso ao mercado de trabalho, da renda média. Tem que ter na educação, mercado de trabalho, estimular a política de cotas. O setor privado tem que fazer como é nos EUA, em que lá você tem nas empresas privadas políticas de estímulo para incorporação e inclusão econômica da população negra", acrescentou, em seguida.