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Paes projeta 2º turno com Crivella e diz buscar apoio da esquerda

15.nov.2020 - O ex-prefeito e atual candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), vota em São Conrado - Alexandre Brum/Estadão Conteúdo
15.nov.2020 - O ex-prefeito e atual candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), vota em São Conrado Imagem: Alexandre Brum/Estadão Conteúdo

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

15/11/2020 22h18

Com pouco mais de 30% das urnas apuradas, o candidato à Prefeitura do Rio, Eduardo Paes (DEM), realizou um pronunciamento no qual projetou um segundo turno contra Marcelo Crivella (Republicanos) e disse que busca o apoio de eleitores que votaram em Benedita da Silva (PT), Renata Souza (PSOL) e Martha Rocha (PDT). Todas as projeções colocam o ex-prefeito da capital fluminense no segundo turno. Crivella é o segundo colocado.

"Vou buscar o apoio de todos os cariocas, independente do campo ideológico. Temos a gestão de uma pessoa que tem feito a população sofrer. Eu sempre vou debater com todo mundo, vou conversar com o eleitor", afirmou. Questionado se faria contato com lideranças partidárias da esquerda, Paes foi lacônico.

"Meus grandes apoios são esses aqui [e apontou para a a esposa, Cristine Paes, e para os três filhos que estavam presentes]. Quero o apoio de todos os eleitores, sim, mas eu não vou ficar falando desse tipo de diálogo", completou.

Já pensando no segundo turno, que será realizado no próximo dia 29, Paes não poupou críticas ao iminente adversário. "Nessa eleição, temos que continuar debatendo sobre uma Prefeitura que funcionou, que deu certo, na qual a população tinha acesso aos serviços básicos, e sobre uma gestão que abandonou a cidade. Esse é o debate a ser travado", afirmou.

Sobre o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a Crivella, Paes disse não se importar. "Eu acho que o carioca entende como uma tragédia a gestão do Crivella. As urnas mostram o quanto o carioca rejeita e administração de uma pessoa despreparada. Sobre o apoio, essa discussão é sobre o Rio, não é sobre direita ou esquerda. Eu vou trabalhar em parceira com todos os administradores, não vou ficar preocupado com o apoio de A ou B", concluiu.