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Comunidade internacional condena violência no Egito

Do UOL, em São Paulo

14/08/2013 14h01

A comunidade internacional condenou de forma unânime a violenta operação das forças de segurança para dispersar os partidários do presidente islamita destituído Mohamed Mursi.

Estados Unidos

Os Estados Unidos condenaram energicamente a violência, afirmou a Casa Branca.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, pediu que os militares egípcios mostrem moderação na operação de dispersão.

Earnest, que exigiu moderação ao exército, também assegurou que o governo americano "se opõe ao retorno do estado de emergência no Egito".

Obama está sendo informado dos acontecimentos por sua conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice, que o acompanha em sua semana de férias na ilha de Martha's Vineyard (Massachusetts).

ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon condenou com veemência a intervenção das forças de segurança contra a população egípcia e criticou as autoridades no poder por terem optado pelo uso da força.

"Diante das violências de hoje, o secretário-geral apela a todos os egípcios que concentrem seus esforços na promoção genuína, inclusive na reconciliação", afirmou o porta-voz Martin Nesirky.

Turquia

"A comunidade internacional, liderada pelo Conselho de Segurança da ONU, deve imediatamente passar à ação para cessar com este massacre", exigiu o primeiro-ministro turco islamita Recep Tayyip Erdogan.

O chefe de Estado turdo, Abdullah Gul, também classificou a operação de massacre.

"O que aconteceu no Egito, esta intervenção armada contra civis que se manifestam, não pode de maneira alguma ser aceita", afirmou Gul aos jornalistas em Ancara.

Irã

A expressão "massacre da população" também foi empregada pelo ministro iraniano das Relações Exteriores, que evocou a possibilidade de uma guerra civil no Egito.

"O Irã acompanha de perto os amargos acontecimentos no Egito condena a matança da população e adverte sobre suas graves consequências", indica o texto publicado pela agência Fars.

Qatar

O Qatar, principal apoio da Irmandade Muçulmana, denunciou com veemência a intervenção da polícia contra "manifestantes pacíficos".

União Europeia

A União Europeia convidou as partes envolvidas a exercer a máxima moderação nesta crise.

"Apelo às forças de segurança para exercer máxima moderação e todos os cidadãos egípcios para evitar mais provocações e uma escalada da da violência", declarou a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton.

O chefe da diplomacia britânico, William Hague, também condenou o uso da força no Egito.

"Estou muito preocupado com a escalada de violência e a instabilidade no Egito", indicou o ministro das Relações Exteriores.

"Condeno o uso da força para dispersar as manifestações e peço às forças de segurança que atuem com moderação".

França

A França também advertiu contra o uso desproporcional da força e pediu calma, enquanto Berlim defendeu "a retomada imediata das negociações" para evitar "um derramamento de sangue". (Com AFP)

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