PUBLICIDADE
Topo

Nove são presos em operação na Bélgica ligada aos atentados de Paris

Policiais belgas realizam operação em Molenbeek na segunda-feira (16) - John Thys/AFP
Policiais belgas realizam operação em Molenbeek na segunda-feira (16) Imagem: John Thys/AFP

Do UOL, em São Paulo

19/11/2015 08h14Atualizada em 19/11/2015 14h39

A polícia belga deteve um total de nove pessoas nesta quinta-feira (19) em diferentes operações na região de Bruxelas relacionadas aos atentados da última sexta em Paris, segundo a procuradoria-geral da Bélgica.

Seis operações de busca, que terminaram com sete detidos, visaram pessoas ligadas a Bilal Hafdi, um dos homens-bomba que se explodiu do lado de fora do Stade de France. As outras operações, também relacionadas de forma geral aos ataques de Paris, tiveram mais dois detidos.

Um dos bairros procurados foi Molenbeek, onde moravam os irmãos Brahim (morto) e Salah Abdeslam (foragido), acusados de terem participado dos ataques.

Ao lado da própria França - onde o suposto mentor dos atentados, Abdelhamid Abaaoud, foi morto em operação na quarta-feira -, a Bélgica tem realizado diversas operações desde os atentados na capital francesa.

No fim de semana, outras duas pessoas foram detidas no país, Os dois homens presos, identificados como Mohammed Amri, 27, e Hamza Attou, 21, admitiram ter dado carona a Salah Abdeslam, que está foragido e é procurado pela polícia por participação nos atentados. Os belgas negam terem dado apoio aos terroristas.

Premiê propõe prisão direto a jihadistas que retornarem

Nesta quinta, o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel, propôs no Parlamento que os jihadistas que voltarem ao país sejam levados diretamente para a prisão como medida preventiva para combater a radicalização e "garantir a segurança pública".

Michel apresentou uma série de medidas "excepcionais e temporárias", após os atentados de Paris executados "por células franco-belgas" -  segundo o primeiro-ministro -, com modificações da legislação vigente e um fundo extraordinário de 400 milhões de euros destinado à segurança e à prevenção do terrorismo. 

Internacional