Último cúmplice de atentados de Paris é identificado

Do UOL, em São Paulo

O último cúmplice dos comandos que cometeram os atentados terroristas de Paris em novembro do ano passado foi identificado como Najim Laachraoui, 24, anunciou nesta segunda-feira (21) a procuradoria federal belga.

O DNA de Laachraoui foi encontrado no material explosivo utilizado nos ataques que deixaram 130 mortos em 13 de novembro, informou uma fonte ligada às investigações francesas.

Laachraoui era conhecido sob a falsa identidade de Soufiane Kayal e foi à Síria em fevereiro de 2013, disse a procuradoria belga em um comunicado, sem indicar sua nacionalidade.

Os investigadores acreditam que ele esteve em contato telefônico com alguns dos comandos que estavam em Paris em 13 de novembro.

Uma casa vasculhada em 26 de novembro de 2015 em Auvelais, perto de Namur (sul da Bélgica), foi alugada sob a identidade falsa e foi utilizada para preparar os ataques de 13 de novembro, segundo a procuradoria.

"Rastros de DNA de Laachraoui foram encontrados na casa alugada de Auvelais, assim como no apartamento da rua Henri Bergé em Schaerbeek (uma comunidade de Bruxelas) que teriam sido utilizados pelo grupo terrorista", disse a procuradoria, que lançou um novo apelo a testemunhas.

Laachraoui também passou por controles em um veículo no dia 9 de setembro, sob sua falsa identidade, na fronteira austro-húngara junto a Salah Abdeslam e Mohamed Belkaid, um argelino de 35 anos abatido pela polícia na terça-feira em Forest, no sudoeste de Bruxelas.

Os investigadores acreditam que Laachraoui e Belkaid estiveram em contato telefônico com alguns dos comandos que estavam em Paris em 13 de novembro.

Há uma "forte probabilidade" de que Belkaid tenha sido o destinatário da mensagem de texto: "Vamos, comecemos", enviado às 21h42 por um dos suicidas da sala de espetáculos Bataclan de Paris a um telefone localizado na Bélgica.

Outro número belga telefonou na mesma noite a Abdelhamid Abaaoud, suposto organizador dos ataques, a partir do mesmo local em Bruxelas.

Em 17 de novembro foi utilizada a falsa identidade de Belkais, Samir Bouzid, para fazer uma transferência de 750 euros a Hasna Ait Boulahcen, a prima de Abaadoud, para que encontrasse um esconderijo na região parisiense.

Abaaoud e Boulahcen morreram no ataque que a polícia francesa lançou no apartamento no qual se escondiam em Saint-Denis, um subúrbio do norte de Paris, poucos dias depois dos atentados de 13 de novembro.

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