Bombas detonadas em aeroporto belga deviam estar nas malas, dizem autoridades

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução/Twitter/@BFMTV

O prefeito da cidade de Zaventem, onde fica o aeroporto de Bruxelas alvo de um atentado nesta terça-feira (22), disse que os terroristas responsáveis pelo ataque no local, onde duas explosões deixaram 14 mortos hoje pela manhã, carregavam suas bombas em malas. Segundo Francis Vermeiren, os autores do atentado chegaram de táxi com os artefatos na bagagem.

"As bombas estavam nas malas. Eles colocaram as malas em carrinhos. As duas primeiras bombas explodiram", disse o prefeito de Zaventem a jornalistas. "O terceiro também colocou a mala em um carrinho, mas ele deve ter entrado em pânico, a bomba não explodiu", opinou Vermeiren.

A possível presença de três terroristas também foi evocada pela Procuradoria federal belga, que apontou um terceiro suspeito, o único que teria sobrevivido e que está sendo "intensamente procurado". O órgão pediu a colaboração da população para encontrar o terceiro suspeito, que aparece vestido com roupas claras. Uma imagem do suspeito capturada pelas câmeras de vigilância do aeroporto foi divulgada pela polícia.

Fontes de segurança especulam ainda se o detonador levado pelos dois terroristas estaria nas luvas usadas na mão esquerda, já que os dois suspeitos de promoverem o ataque no aeroporto usavam luvas escuras apenas na mão esquerda --o suspeito desaparecido aparece sem luvas nas imagens das câmeras de segurança.

"Um mecanismo como o usado para detonar explosivos --um botão eletrônico-- não precisa ter um grande sistema de fios ligados a uma bomba, e neste caso o sistema caberia perfeitamente dentro de uma luva", disse a fonte citada pelo site belga HLN. O jornal britânico "Guardian" também cita as especulações sobre os detonadores estaram nas luvas.

Outro atentado a bomba foi cometido pouco depois, no metrô de Bruxelas, na estação Maalbeek. Pelo menos 20 pessoas morreram, de acordo com o prefeito do distrito Bruxelas-capital, Yvan Mayeur.

As autoridades belgas ainda não divulgaram um balanço definitivo do número de vítimas, mas estima-se que o número de feridos passe de 200. Os atentados foram reivindicados pelo grupo Estado Islâmico.

Busca por provas

A polícia federal da Bélgica solicitou nesta terça-feira aos cidadãos que lhe enviem as fotografias que tenham tirado hoje nos atentados de Bruxelas, nos quais morreram ao menos 34 pessoas, com a finalidade de encontrar seus autores.

As forças de segurança pediram através de sua conta no Twitter que qualquer pessoa que tenha registrado imagens dos lugares onde explodiram as bombas, o aeroporto da capital belga e uma estação de metrô, as enviem às autoridades, pois podem ajudar na investigação.

Os agentes querem analisar todas as imagens, feitas com câmeras ou telefones celulares, "onde os autores possam ser vistos e que poderiam ajudar a avançar na investigação", detalha o comunicado.

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