Furacão Irma deixa ao menos sete mortos ao passar por ilhas caribenhas

Do UOL, em São Paulo

Ao menos seis mortes foram registradas na parte francesa da ilha de Saint Martin após a passagem do furacão Irma, informou nesta quarta-feira (6) Eric Maire, prefeito do departamento francês de Guadalupe. O premiê de Antigua e Barbuda também informou que pelo menos 90% das estruturas de uma das ilhas do país foram destruídas ou afetadas pela passagem do furacão e ao menos uma pessoa morreu.

A velocidade dos ventos do Irma atingiu 300 quilômetros por hora na manhã desta quarta-feira, o que o coloca na Categoria 5, patamar mais elevado da escala Saffir Simpson, de cinco níveis.

O prefeito de Saint Martin afirmou que as autoridades só conseguiram sair no meio da manhã por conta da força do vento, e a ilha toda ainda não foi vistoriada. Por isso, o número de vítimas deve aumentar. O Aeroporto Internacional Princesa Juliana, da ilha de Saint-Martin, o terceiro com maior número de passageiros do Caribe, foi devastado durante a passagem do furacão. 

Meios de comunicação regionais relataram os graves danos sofridos pela infraestrutura, com pontes de embarque destroçadas e uma pista inutilizada pelo acúmulo de detritos, areia e água. As comunicações estão interrompidas em grande parte desse território caribenho e ainda não começaram os trabalhos de reconstrução dos danos, que ainda precisam ser quantificados.

"Teremos que lamentar vítimas", disse o presidente francês, Emmanuel Macron. Segundo ele, cabe esperar um "balanço duro e cruel" na ilha franco-holandesa de Saint Martin e na francesa de Saint Barth. "É cedo demais para dar um balanço preciso", afirmou Macron após visitar a célula de crise, montada no ministério do Interior. "Os danos materiais nas duas ilhas são consideráveis", acrescentou. Segundo Macron, um "plano de reconstrução será implantado o mais cedo possível" nas duas ilhas.

Na vizinha Saint Barth, os bombeiros tiveram que se proteger no primeiro andar de sua própria sede porque a inundação ficou acima de um metro. As informações até o momento são de que muitas casas foram danificadas, com telhados arrancados. Há também um blecaute geral por causa do colapso do sistema elétrico.

90% da ilha destruída

Antígua e Barbuda foi uma das ilhas que primeiro sofreu a força do furacão Irma. Os relatórios iniciais indicam que os danos foram grandes. A passagem do furacão provocou a destruição de inúmeras residências e danos a infraestruturas, informou nesta quarta-feira o primeiro-ministro de Antígua e Barbuda, Gaston Browne.

O premiê visitou uma das duas ilhas que dão nome ao pequeno país caribenho para avaliar de perto os danos causados pelo fenômeno climático. Browne disse à rede de televisão local "ABS" que Irma danificou severamente grande parte das residências de Barbuda.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões (CNH) dos Estados Unidos, Irma se desloca na direção oeste-noroeste a uma velocidade de 26 km/h com ventos de até 295 km/h. Após devastar Saint Barth e Saint Martin, segue para Porto Rico e Haiti.

Três furacões no Atlântico

As tempestades tropicais "José" e "Katia" se transformaram nesta quarta-feira em furacões de categoria 1 na baía atlântica e se somaram ao poderoso furacão "Irma", informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). "José" se encontra em águas abertas do oceano Atlântico e poderia seguir a esteira de "Harvey" no seu rumo ao Caribe, enquanto "Katia" se formou no sudoeste do Golfo do México.

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