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Estado Islâmico reivindica autoria de ataque que deixou 57 mortos no Afeganistão

Mohammad Ismail/Reuters
Imagem: Mohammad Ismail/Reuters

Do UOL, em São Paulo

22/04/2018 09h58Atualizada em 22/04/2018 11h00

Um ataque de um homem-bomba em Cabul, capital do Afeganistão, deixou pelo menos 57 mortos e mais de 100 feridos neste domingo (22), segundo um balanço dos ministérios do Interior e da Saúde. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou a autoria do atentado por meio de seu braço de propaganda Amaq.

Há ao menos 21 mulheres e cinco crianças entre os mortos, segundo o porta-voz do ministério da Saúde, Wahid Majrooh.

Por volta das 10h local (2h30, em Brasília), o terrorista explodiu em frente ao centro de cadastramento, onde os eleitores recolhem as cédulas de identidade antes de se inscrever.

"Agora sabemos que o governo é incapaz de nos proteger", gritou um homem, Akbar, insultando o presidente, Ashraf Ghani, antes do canal Tolo News (privado) interromper a transmissão.

"Morte ao governo", "morte aos talibãs", gritava a multidão ao seu redor, mostrando cédulas ensanguentadas e espalhadas pelo chão. Os talibãs negaram a autoria do ataque. 

O atentado ocorreu em um bairro de maioria xiita no oeste da capital, Sasht e Barshi. Os militantes do Estado Islâmico atacam regularmente a minoria xiita desde 2016.

No chão havia poças de sangue e um grande número de corpos. Os carros estavam carbonizados e um edifício de dois andares foi parcialmente destruído.

Eleições legislativas

Este é o primeiro ataque em Cabul contra um centro de cadastramento para as eleições legislativas de 20 de outubro, processo que começou em 14 de abril. Outros dois centros foram atacados no interior do país na última semana.

A violência e os atentados são os principais obstáculos ao bom desenvolvimento das eleições, admitiu a comissão eleitoral, que abriu centros de cadastramento nas escolas e mesquitas principalmente, custodiadas pela polícia.

Estas serão as primeiras eleições legislativas desde 2010 e a primeira eleição desde o pleito presidencial de 2014.

Muitos afegãos querem uma mudança na câmara de deputados, de 249 assentos. Seu mandato terminou há três anos. Mas temem que as eleições não sirvam para nada, devido a fraudes, e que os exponham a uma violência ainda maior.

O último atentado na capital afegã havia sido em 21 de março. Ao menos 30 pessoas morreram e 70 ficaram feridas. O grupo Estado Islâmico reivindicou essa operação, cometida por um suicida.

(Com agências de notícias)

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