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Na Nicarágua havia 5 anos, estudante assassinada planejava vir ao Brasil conhecer sobrinho

24.jul.18 - A estudante de medicina brasileira Raynéia Gabrielle Lima, morta na Nicarágua - Reprodução /Facebook
24.jul.18 - A estudante de medicina brasileira Raynéia Gabrielle Lima, morta na Nicarágua Imagem: Reprodução /Facebook

Beatriz Montesanti

Do UOL, em São Paulo

24/07/2018 11h57

Uma estudante pernambucana de medicina foi morta na última segunda-feira (23) em Manágua, capital da Nicarágua. O país vive uma onda de violência que já deixou mais de 300 mortos.

Raynéia Gabrielle Lima, 31 cursava medicina da Universidad Americana (UAM) e dirigia quando seu carro foi alvejado ontem, segundo contou ao UOL Ketelly Lima, irmã da estudante assassinada. As circunstâncias da morte ainda não foram detalhadas pelo Itamaraty, que apenas confirma a morte da brasileira.

Ketelly diz que a família no Brasil recebeu as informações por meio do ex-marido de Raynéia. "Ela estava indo visitar uma amiga", disse Ketelly. 

Raynéia morava na Nicarágua havia cinco anos e era a terceira de cinco irmãos. Ela tinha quatro sobrinhos e planejava vir ao Brasil no ano que vem conhecer o sobrinho caçula.

Nos últimos anos, diz Ketelly, a estudante de medicina havia voltado ao Brasil apenas uma vez, também para conhecer um dos sobrinhos. A família vive em Vitória de Santo Antão, no interior de Pernambuco. 

"Ela pretendia vir conhecer meu filho", disse Ketelly. 

A Nicarágua passa por uma enorme crise, que teve início em abril com protestos contra uma proposta de reforma da previdência. Com a forte repressão promovida pelo governo do presidente Daniel Ortega, as manifestações cresceram e se arrastam até hoje. Os manifestantes pedem agora que Ortega deixe o poder e convoque eleições antecipadas. 

Mais de 300 pessoas já morreram nos confrontos entre manifestantes e forças pró-governamentais e centenas outras ficaram feridas.