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'Já conquistei mais do que quase todos os presidentes': ONU se diverte com exageros de Trump

Do UOL, em São Paulo

25/09/2018 18h09

Em seu segundo discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (25), em Nova York, o presidente norte-americano Donald Trump causou algumas reações "inesperadas".

Logo no início de sua fala, o líder dos Estados Unidos arrancou risadas da plateia ao declarar que sua administração, iniciada em janeiro de 2017, havia feito mais do que qualquer outro governo da história norte-americana.

"Em menos de dois anos, minha administração conquistou mais do que quase todas as administrações na história do nosso país, a América.... é tão verdade!", disse Trump. Em seguida, diante dos risos, declarou: "Não esperava essa reação, mas tudo bem", o que levou a uma nova onda de risadas e alguns aplausos.

Na sequência, ele enumerou alguns feitos de seu governo, afirmando que a economia norte-americana está "crescendo como nunca" e que 4 milhões de novos empregos foram criados. "Em outras palavras, os Estados Unidos são um país mais forte, mais seguro e mais rico do que era quando eu assumi o poder menos de dois anos atrás." 

Em outro ponto do discurso, Trump criticou os alemães por estarem cada vez mais dependentes da energia russa, apregoando que seu país, por outro lado, jamais admitia qualquer interferência estrangeira em seus interesses.

Diante do "puxão de orelha", a delegação da Alemanha divertiu-se, talvez lembrando que o governo Trump foi justamente acusado de ser submisso aos interesses da Rússia

Além da investigação da Justiça americana sobre a existência de um suposto complô entre membros da campanha de Trump e agentes russos durante as eleições presidenciais de 2016, Trump também foi criticado por parte da opinião pública dos Estados Unidos pela postura, considerada passiva, quando se encontrou pessoalmente com Vladimir Putin no último mês de julho.

Segundo as agências de inteligência norte-americanas, Putin e o Kremlin utilizaram de ataques cibernéticos para tentar interferir no resultado das eleições dos EUA de 2016.