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Governo Bolsonaro deixará o pacto de migração, diz futuro chanceler

14.nov.2018 - O futuro ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Fraga Araújo, concede entrevista à imprensa no CCBB, em Brasília - Valter Campanato/Agência Brasil
14.nov.2018 - O futuro ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Fraga Araújo, concede entrevista à imprensa no CCBB, em Brasília Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Beatriz Montesanti

Do UOL, em São Paulo

10/12/2018 20h37

O Brasil deixará o Pacto Global para Migração a partir de 2019, anunciou nesta segunda (10) no Twitter o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Diversas nações estão reunidas nesta segunda e terça (11) em Marrakech, Marrocos, com o objetivo de selar o documento. 

Araújo diz que a "imigração é bem-vinda, mas não deve ser indiscriminada". "Tem de haver critérios para garantir a segurança tanto dos migrantes quanto dos cidadãos no país de destino", escreve o chanceler indicado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). 

Para ele, o pacto é um "instrumento inadequado para lidar com o problema", que não deve ser tratado como uma questão global, mas sim, "de acordo com a realidade e soberania de cada país". 

O Brasil lida hoje com um grande fluxo de imigrantes venezuelanos que chega pela fronteira entre os dois países em Roraima, fugindo da crise político-econômica da Venezuela. Segundo Araújo, o Brasil seguirá acolhendo esses imigrantes e irá trabalhar "pela restauração da democracia na Venezuela".

Promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), o encontro em Marrakech pretende selar o chamado Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular, aprovado em julho pelos 192 Estados-membros da Assembleia Geral --com exceção dos Estados Unidos.

O documento prevê, entre outros pontos, que imigrantes irregulares não podem ser deportados imediatamente de um país. Também garante o direito à justiça, saúde e educação a essas pessoas.

Antes de o futuro chanceler se manifestar nas redes sociais, o Chile também dispensou o acordo, alegando "ameaça à soberania nacional". Após a conferência de Marrocos, o documento deverá ser novamente posto em votação na Assembleia Geral. 

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